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Projeto em Feira de Santana propõe troca de animais usados em carroça por motos

Projeto em Feira de Santana propõe troca de animais usados em carroça por motos


Uma iniciativa quer acabar com o uso de animais para transporte em Feira de Santana. A proposta é que os carroceiros abandonem o uso de bichos e passem a usar motos.

A ideia é da Secretaria de Saúde de Feira de Santana, em parceria com a Faculdade Regional da Bahia (UNIRB), e um termo de convênio e estágio nesta terça-feira (5).

A proposta prevê que os animais usados em carroceria sejam doados à faculdade e passem a viver nos campos de estágio da instituição. Eles serão cuidados pelos estudantes do curso de Medicina Veterinária, que poderão colocar em prática o que aprenderam em sala de aula.

As motos concedidas aos carroceiros serão cedidas pelo Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran), destinando veículos de apreensão - que não possuem proprietário. A revisão e adaptação dos veículos fica por responsabilidade da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

“Dessa forma salvamos o animal e o carroceiro não perde a sua fonte de renda. O próximo passo é assinar o convênio com o Detran e Polícia Rodoviária Federal”, explica o secretário Municipal de Saúde, Marcelo Britto.

Para o reitor e presidente da rede Unirb, Carlos Joel Pereira, a retirada desses animais das ruas ajudará os estudantes a terem boa formação, além de ser benéfico para os animais, que deixarão de ficar expostos ao sol e chuva e passarão a ter alimentação adequada. “Nossa expectativa é contribuir com o município, vamos acolher esses animais para auxiliar na formação dos nossos estudantes”, pontuou.

Em Feira de Santana é proibido o trânsito de veículos de tração animal no Centro, conforme dispõe a Lei Municipal nº 3527/2015.

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  • Bahia terá mais de 3 mil vagas temporárias para o Natal

    O sonho da cozinheira Arlene Oliveira, 51 anos, é viver da venda de bolos. Porém, com o aumento nos preços dos alimentos, gás e energia, seu faturamento diminuiu e hoje ela busca um emprego temporário no Natal. “Quero essa oportunidade para sustentar a casa ou até conseguir o dinheiro necessário para investir no meu negócio”, explica. Comparado com o ano passado, Arlene vai ter mais facilidade de encontrar um emprego. É que a Bahia terá 23% a mais de vagas de trabalho temporário neste Natal, de acordo com previsão da Federação do Comércio do Estado da Bahia (Fecomercio)..

    No total, serão 3.049 vagas frente às 2.476 registradas no ano passado. Se a previsão deste ano for concretizada, apesar de ainda estarmos numa pandemia, esse será o terceiro melhor Natal desde 2014, perdendo apenas para os anos de 2018 e 2019. Para o presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos Seccional Bahia (ABRH-BA), Wladmir Martins, o surgimento dessas vagas temporárias tem relação com a própria crise sanitária.

    “A gente está vindo de um momento difícil da economia por conta da pandemia. Houve uma retração, o que gerou uma demanda reprimida que está sendo liberada agora. As empresas estão cada vez mais voltando a trabalhar dentro de uma normalidade e isso acelera a economia”, explica.

    Entre os segmentos, ainda de acordo com a previsão da Fecomercio, os hiper e supermercados devem ser os que mais vão empregar temporariamente, com 1.239 vagas. “Os supermercados costumam ter demanda maior em períodos que antecedem as festas, com a maior busca por bebidas e alimentação. Fora o fato de que essas empresas hoje oferecem diversos produtos, como brinquedos e eletrodomésticos, o que estão ligados com as festas de final de ano. Tudo isso gera essa demanda”, aponta Martins.

    Dentre os mercados que devem abrir vagas temporárias, o Hiperideal diz que costuma ter, no período do Natal, um aumento em 10% de vagas temporárias nas lojas da cidade. “E nas unidades de praia é ainda maior, podendo chegar até 20%”, calcula a empresa, em nota. A reportagem também tentou contato com a Perini, G Barbosa, Mercantil Rodrigues e Atakarejo, mas não obteve retorno até o fechamento do texto. Já o Grupo Big, que é dono das marcas Maxxi, Big Bompreço, Super Bompreço, Sams e TodoDia, disse não poder participar dessa pauta.

    Setor de vestuário, calçados e utilidades domésticas também estarão em alta
    Não serão apenas os mercados que vão gerar novas vagas temporárias. Segundo a previsão da Fecomercio, o setor de vestuário e calçados deve gerar 535 postos de trabalhos finitos no Natal, seguido do setor de utilidades domésticas, com 488 vagas. Todos os demais seguimentos devem ter 788 vagas, o que completa as 3.049 oportunidades de emprego previstas. A reportagem pediu à Fecomercio uma fonte que pudesse comentar sobre esse estudo, mas não obteve sucesso.

    Varejista de brinquedos, a Ri Happy deve ter vagas temporárias no Natal, mas ainda não definiu a quantidade e nem a previsão de quando serão lançadas. Para o Dia das Crianças deste ano, a empresa também abriu vagas temporárias. Foram 2.400 oportunidades em todo o Brasil, sendo 66 na Bahia. Destas, 11 vagas foram na unidade de Lauro de Freitas, aberta há apenas seis meses.

    “Historicamente, as vagas do Natal também costumam ser preenchidas por quem esteve conosco no Dia das Crianças”, diz a assessoria da empresa. No entanto, como a quantidade de vagas temporárias no Natal costumam ser maior do que no Dia das Crianças, é bom ficar de olho numa oportunidade. A operadora de caixa Luciene Guimarães Souza, 29 anos, começou assim na Ri Happy. Em 2016, surgiu uma vaga temporária no Dia das Crianças. No mesmo ano, ela trabalhou no Natal. Dois meses depois, ela foi contratada de forma definitiva para a unidade do Salvador Shopping.

    “O gerente disse que tinha gostado do meu desempenho e perguntou se eu teria interesse em voltar, caso surgisse uma vaga. Logo em janeiro ele me ligou informando que a vaga tinha aparecido. Eu tinha acabado de fazer uma cirurgia e voltei a trabalhar com um mês de operada, no tempo certinho permitido pelo médico. Acho que foi meu empenho, dedicação e o jeito de tratar os clientes que chamou a atenção do pessoal. Eu dei o meu melhor para isso”, revela.

    Com a abertura da unidade em Lauro de Freitas, Luciene, que mora na cidade da Região Metropolitana de Salvador (RMS), acabou sendo transferida para o local, mais perto da sua casa. “Hoje estou há cinco anos na empresa. Primeiro como auxiliar de caixa e agora como efetivo. Quem sabe, no futuro, não possa virar uma assistente ou até mesmo gerente. A empresa sempre abre oportunidades para a gente mostrar nosso talento. Só precisamos aproveitar”, conta.

    Paulo Motta, presidente do Sindicato de Lojistas (Sindlojas), também está esperançoso pelo aumento de vagas temporárias no Natal de 2021. “Temos expectativa positiva quanto a contratação temporária para esse último trimestre, principalmente com o regular funcionamento do comércio. Prevemos 5 mil empregos temporários no estado”, disse. No entanto, isso ainda é a metade das 10 mil vagas temporárias obtidas em 2019, segundo o sindicalista.

    A nível nacional, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) prevê a maior oferta de vagas temporárias para os últimos oito anos. A estimativa é que, no Natal, surjam 94,2 mil empregos temporários. A entidade prevê ainda aumento de 3,8% nas vendas natalinas, em comparação com o ano passado. O superintendente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Salvador (CDL Salvador), Silvio Correa, e as empresas Americanas e Le Biscuit também foram contactadas, mas não deram retorno até o fechamento do texto.

    Para especialista em RH, vaga temporária é oportunidade para ser efetivado
    O presidente da ABRH-BA, Wladmir Martins, defende que o trabalhador que seja contratado para uma vaga temporária possa dar o seu melhor para que isso se torne um emprego definitivo. “Vaga precisa de foco. Procure focar no que você quer, pois você tem a oportunidade de ser contratado definitivamente. Se você conseguir algo temporário, dê o seu melhor, todo o seu potencial”, explica. Segundo Martins, as vagas temporárias tem o objetivo de suprimir uma demanda concentrada em determinados períodos do ano.

    “Mas eu vejo muitas empresas utilizarem o temporário para selecionar alguns e efetivarem. É como se fosse um período de experiência. É por isso que o trabalhador não pode ver como algo sem futuro e dedicar pouca energia. Pelo contrário, tem que mostrar interesse, o que tem de melhor e as suas competências. Muitas vezes essa contratação não vem imediatamente, mas logo depois o funcionário pode ser chamado”, explica.

    Para quem está desempregado e procura uma oportunidade dessa, a dica do especialista é ficar de olho justamente nas empresas que costumam ofertar mais vagas temporárias. “Normalmente, essas oportunidades estão em plataformas de distribuição de vagas. Só é preciso tomar cuidado para não usar uma plataforma falsa. Procure também ir presencialmente nesses locais onde há captação de serviços, visite o comércio, descubra onde é o setor de contratação, distribua currículos. É estar presente onde vão surgir as vagas”, diz.

    A cozinheira Arlene Oliveira, que você conheceu no início da reportagem, diz estar fazendo justamente isso. “Não é exagero não. Já enviei muitos currículos, estou de olho nas vagas divulgadas nos jornais, tenho cadastro nas empresas... tudo que eu quero na vida é aproveitar uma oportunidade dessa”, relata.

  • Chegada de ponte amplia especulação imobiliária na Ilha de Itaparica

    A pandemia da covid-19 gerou um aumento de cerca de 20% nos preços do mercado imobiliário - seja em Salvador, Litoral Norte ou Linha Verde. Na Ilha de Itaparica não é diferente. Segundo corretores locais, a especulação imobiliária na região provocou uma alta de até 88,9% nos preços não só dos imóveis, mas dos lotes e terrenos. Eles acreditam que seja pela aproximação do início das obras da ponte Salvador-Itaparica. A expectativa é que ela comece a ser construída até o início de 2022, após a obtenção da licença ambiental.

    “Brinco que quem primeiro atravessou a ponte foi a especulação imobiliária. É algo que, de alguns anos para cá, se percebe a majoração dos preços. Parece que o povo daqui pensa que está em Angra dos Reis ou na Côte d’Azur, de tão inflacionados que estão os preços, com o prenúncio da construção da ponte. Na sede e no centro da Ilha, você não encontra nada inferior a R$ 200 mil”, relata o morador Augusto Albuquerque, advogado.

    A especulação acontece quando as pessoas passam a comprar e manter um terreno ou espaço sem uso, aguardando melhorias na localidade que o valorizem e possibilitem depois a venda por um preço mais elevado. O surgimento de comércio, de escolas, de novos sistemas de transporte ou a abertura de novas vias que tornem a região mais acessível, como é o caso da ponte, aumentam o valor de terrenos e imóveis, mesmo que não haja nenhuma modificação neles.

    Segundo o diretor do Conselho Regional de Corretores de Imóveis da Bahia (Creci-BA), Noel Silva, a melhoria do acesso a uma localidade é um fator certeiro para a especulação imobiliária. “Se você pega uma cidade do interior e anuncia a construção de uma boa estrada, de um aeroporto ou outro tipo de equipamento que possa trazer mais pessoas para aquele local, evidentemente vai acontecer uma dinâmica de aquecimento do mercado. Um exemplo disso foi o metrô de Salvador. Quando ele foi inaugurado, houve uma valorização efetiva dos imóveis situados no entorno”, pontua.

    Um terreno de 440 m², por exemplo, no Condomínio Praia do Caribe, na praia da Barra do Pote, no município de Vera Cruz, custa, hoje, R$ 170 mil. Em dezembro do ano passado, a mesma área custava entre R$ 90 e R$ 100 mil. Segundo o corretor Edmilson Barbosa, dono da Esbimóveis, empresa que existe há 21 anos na região, a praia é uma das mais cobiçadas da Ilha. “Houve uma revolução por conta da perspectiva da ponte, é evidente. Agora com a quase plena definição, vai melhorar mais ainda. De um ano para cá, os terrenos aumentaram quase 100%”, afirma Barbosa.

    O retorno se tornou tão lucrativo que, há dois anos, o corretor passou a comprar mais lotes por conta própria. “Minha política agora é comprar e vender, porque tem sido mais lucrativo do que vender terreno de terceiros”, conta. Ele afirma que os clientes mais comuns são casais com vida financeira estabilizada, em busca de estabelecer empreendimentos, como em Aratuba e Cacha-Pregos. Cerca de 20 pessoas por dia ligam para ele interessadas. A maioria da Bahia mesmo, de cidades como Salvador, Santo Antônio de Jesus, Valença e Feira de Santana.

    Já Fátima Zucco diz que o local mais requisitado na sua corretora é perto da Praia de Conceição. “Os preços estavam mais em conta no início da pandemia, mas tiveram um grande aumento, porque a procura também aumentou, em torno de 30%. Os locais mais procurados são a da praia de Conceição e, também, a de Tairu e Barra do Pote”, afirma Fátima, que trabalha com corretagem há 12 anos.

    Os principais interessados que ligam para ela são pessoas acima de 60 anos, que buscam maior qualidade de vida. Os preços das casas variam de R$ 380 mil a R$ 1,5 milhão, a depender da localização. “Está todo mundo querendo ir para a Ilha, com a história da ponte. Recebo duas a três ligações quase todo dia, principalmente de gente que está se aposentando agora, e pessoas de São Paulo”, acrescenta.

    Leia mais: Governo autoriza desapropriação de áreas para construção da Ponte Salvador-Itaparica

    O estudante de engenharia civil Lucas Rocha passou a comprar pequenos lotes para aumentar seu patrimônio. Até então, ele observou uma alta sutil nos preços. “Não vi nada de absurdo, apesar de ter ficado mais caro. Nos próximos anos é que o aumento vai ser muito significativo, coisa de dobrar a triplicar, por conta da ponte. Já adquiri um lote e pretendo adquirir outros, porque sei que vai ter muita especulação. É uma boa oportunidade para quem quer fazer um bom patrimônio no intervalo de cinco anos”, orienta Rocha.

    Descrédito

    Para corretor Marlúcio Lucas, morador da Ilha há 20 anos, os valores dos imóveis têm aumentado, porém, não por conta da construção da ponte e, sim, pelos altos preços dos materiais de construção. “Não vi ainda a notícia da construção da ponte refletir no aumento da valorização dos imóveis. Talvez por conta do descrédito, as pessoas querem ver se vai acontecer mesmo. Mas a procura, em si, tem aumentado, de dois meses para cá, e, praticamente, dobrou desde o anúncio. Só que ainda não se converteu em venda”, relata Lucas, que tem a imobiliária há 40 anos. A maior parte de seus clientes são da Bahia, sendo 30% de Salvador.

    Já na imobiliária de Almiro Xavier, as vendas ainda não tiveram aumento depois da queda provocada pela pandemia. “Tem muita gente ainda esperando para ver, porque a ponte parece uma lenda. Quando começar a construir, aí sim acredito que a especulação cresça, mas, por enquanto, não está tendo”, avalia o corretor.

    Cenário positivo para o mercado imobiliário em geral

    Segundo o diretor do Creci-BA, Noel Silva, o movimento que acontece neste momento na Ilha é um movimento normal do mercado imobiliário. “A partir da pandemia, tivemos uma valorização desse ramo como um todo. E aqui merecem destaque os destinos de praia, como a própria Ilha e o Litoral Norte, por exemplo, porque a pandemia fez com que as pessoas repensassem onde morar e de que forma morar, muito influenciadas pelo home office”, opina.

    Apesar de considerar precipitado um diagnóstico do impacto da construção da ponte na Ilha, o diretor afirma que esse impacto é uma certeza, mesmo que não agora. “É questão de tempo, a construção ainda está um pouco incerta em termos de prazo já que ainda não foi iniciada. Esse tipo de investimento demora para ficar pronto, então as pessoas ainda têm um pouco mais de receio de colocar dinheiro nisso. O metrô de Salvador, que era uma obra mais simples, acabou demorando 14 anos”, explica Silva.

    O corretor de imóveis Arthur Pimentel destaca as dificuldades atuais de acesso à Ilha e como isso pode mudar com a ponte. “Sempre que temos feriados e alta estação, as pessoas sofrem para poder se deslocar até lá por conta da logística do ferry-boat, então essa demanda crescente dos últimos anos acabou se espalhando para outros locais, como a Linha Verde, que vêm se valorizando cada vez mais. A criação da ponte pode fazer com que a Ilha seja a nova Linha Verde”.

    Além da movimentação de turistas e de pessoas interessadas em adquirir casas de praia, Pimentel também pontua o crescimento de novos moradores. “A partir desse acesso facilitado à Ilha, a gente vai poder perceber um movimento tanto de casa de praia quanto de moradia mesmo”, acrescenta.

    O corretor ainda coloca que a ponte pode significar novos empreendimentos na Ilha, impactando o mercado imobiliário também do entorno, inclusive, de Salvador. “Se o mercado de novos empreendimentos cresce na Ilha, levando mais moradores para lá, isso pode aquecer ainda mais o mercado de usados aqui em Salvador, que já vem sendo impactado positivamente por conta da pandemia e da redução das taxas de juros”, finaliza.

    O contrato entre o consórcio e o governo do estado para a construção da ponte Salvador-Itaparica foi assinado em novembro de 2020. Pelo documento, ela deve ficar pronta até novembro de 2025.

    O investimento total será de R$ 5,4 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão do governo baiano. Segundo a Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra), todos os recursos já estão alocados. A concessão do projeto é executada por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) com dois grupos chineses, entre os maiores do mundo no segmento de construção: China Railway 20th Bureau Group Corporation (CRCC20) e China Communications Construction Company (CCCC).

    Prefeitura de Itaparica diz que especulação começou com anúncio de ponte

    Segundo o Secretário de Finanças e Planejamento do município de Itaparica, Emilio Franz, a especulação vem acontecendo desde o anúncio da construção da ponte, em 2010. “Logo no início, terrenos que eram vendidos aqui a R$ 3 mil, R$ 5 mil, começaram a ser vendidos a R$ 20 mil, R$ 30 mil. Depois, isso esfriou um pouco e passamos a ter aumento da ocupação irregular, com invasões, desmatamento, etc., então essa especulação veio dos dois lados. Mas desde essa notícia, a ponte vem sendo o tópico principal. Quem ia vender um terreno, dizia que ia esperar a construção da ponte ou então já vendia logo, mas por um valor mais elevado”, afirma.

    A ponte deve valorizar os terrenos e imóveis pela facilidade do acesso, mas também por conta das melhorias na infraestrutura da cidade, como consequência disso. Segundo Franz, um acordo com o governo do estado foi estabelecido em 2013 para a realização de obras nas ilhas, o que é previsto em lei em casos de intervenção de grande impacto como a ponte em questão.

    “Nós temos, por exemplo, deficiências em relação à internet, esgoto, energia elétrica, mobilidade urbana, etc. E isso sempre fica evidente no Verão porque saímos de 70 mil moradores e saltamos para 300 mil”, destaca o secretário.

    Franz coloca ainda que o objetivo é que a ponte traga desenvolvimento contínuo para Itaparica. “A gente não quer que isso seja depois como uma espécie de ‘cidade fantasma’. Tivemos aqui um estaleiro que trouxe muita gente, demandou estrutura e depois só deixou pontos negativos. Para que isso não aconteça com a ponte, nosso pensamento está mais além. E exigimos como condicionante que a maioria da mão de obra seja local, o que vai trazer uma renda importante para os moradores das ilhas e fortalecer a economia”, finaliza.

    Procuradas, a Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA) e a prefeitura de Vera Cruz não deram retorno para comentar o assunto.

    Veja as etapas do projeto da ponte:

    Trecho 1 – Acessos viários em Salvador
    Construção das estruturas que compõem os acessos em Salvador, entre os bairros da Calçada e Água de Meninos e um conjunto de viadutos, além de dois túneis praticamente paralelos aos existentes na Via Expressa.

    Trecho 2 - Ponte Salvador-Itaparica
    Após conclusão do sistema viário de Salvador, começam as obras da ponte Salvador-Itaparica. Nesse trecho, a construção foi dividida em três etapas: trecho de aproximação na Ilha de Itaparica, com 4.6 km, trecho de aproximação em Salvador, com 6.9 km de extensão, e trecho estaiado, com 0.9 km de comprimento e 85 m acima do nível do mar.

    Trecho 3 - Acessos viários em Itaparica
    O Sistema Viário que será construído em Itaparica possui cerca de 30 km de extensão, entre a chegada da Ponte Salvador–Itaparica até a Ponte do Funil, através de uma nova rodovia projetada, que compreende a construção de viadutos incorporados em três interseções.

    Trecho 4 - Recuperação e ampliação de trecho da BA-001, nas proximidades de Cacha-Pregos até a Cabeceira da Ponte do Funil.

     

  • Bahia tem 460 novos casos de Covid-19 em 24 horas; seis mortes são registradas

    A Bahia registrou, nas últimas 24 horas, 460 novos casos de Covid-19, de acordo com informações divulgadas no boletim desta quarta-feira (20), pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesab).

    Ainda segundo o boletim da Sesab, seis mortes foram registradas. Desde o início da pandemia, dos 1.241.122 casos confirmados, 1.211.931 já são considerados recuperados, 2.199 encontram-se ativos e 26.992 tiveram morte confirmada.

    O boletim também contabiliza 1.563.787 casos descartados e 242.536 em investigação. Na Bahia, 52.215 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19.

    Estes dados representam notificações oficiais compiladas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia (Divep-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17h desta quarta.

    Ainda de acordo com a Sesab, com 10.446.513 vacinados contra a Covid-19 com a primeira dose ou dose única, a Bahia já vacinou 82.04% da população com 12 anos ou mais, estimada em 12.732.254.

    O boletim completo está disponível no site da Sesab e ou em uma plataforma online.

    Leitos Covid-19
    Com base no boletim desta quarta, a Bahia tem 1.348 leitos ativos para tratamento da Covid-19. Desse total, 344 estão com pacientes internados, o que representa taxa de ocupação geral de 26%.


    Desses leitos, 582 são de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto e estão com taxa de ocupação de 35% (201 leitos ocupados).

    Nas UTIs pediátricas, 22 das 29 vagas estão com pessoas internadas, o que representa taxa de ocupação de 76%. Os leitos clínicos para adultos estão com 14% de ocupação e os infantis, com 45%.

    Em Salvador, dos 365 leitos ativos, 124 estão ocupados (34% de ocupação geral). A taxa de ocupação dos leitos de UTI adulto é de 34% e o pediátrico está em 75%.

    Ainda na capital baiana, os leitos clínicos para adultos estão com 20% de ocupação e, os pediátricos, estão com 80%.

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