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'Matei meus filhos, me deixa morrer', disse mãe a policiais depois do crime

'Matei meus filhos, me deixa morrer', disse mãe a policiais depois do crime

"Matei meus filhos, me deixa morrer". Essa foi a primeira frase dita por Stephany Ferreira Peixoto quando policiais entraram na casa dela, em Guapimirim (RJ), na tarde da segunda-feira (10)). Ela estava sentada e coberta de sangue.

Na casa, estavam os corpos dos dois filhos de Stephany, de 3 e 6 anos de idade, mortos a facadas.

O crime aconteceu por volta das 13h30 e depois de matar os filhos Stephany cortou os pulsos, segundo contou o delegado Antônio Silvino Teixeira, da 67ª Delegacia, ao site Metrópoles. "O quadro: ela sentada na sala, sangrando muito nos pulsos. Perguntaram pelas crianças e ela apontou para o quarto. A autora não falou nada sobre os fatos, só ‘matei meus filhos, me deixa morrer’. No entanto, foi socorrida para o Hospital José Rabelo Melo, e seu estado de saúde é estável”, diz.

O marido de Stephany e pai das crianças estava bastante abalado. Ele contou aos policiais que a mulher sempre foi uma excelente mãe. Todos os conhecidos apontaram que ela tinha um comportamento considerado normal, sem nada que indicasse problemas.

Stephany chegou a ligar para o marido no dia do crime dizendo que ia se matar. Ele avisou vizinhos, que chamaram a polícia, e voltou correndo para casa. Quando a polícia chegou, já encontrou as crianças mortas e Stephany ferida.

Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Teresópolis. Já Stephany está custodiada no hospital para o qual foi socorrida.

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    Segundo as investigações, os policiais militares, à época dos delitos lotados em Vitória da Conquista, estavam em serviço quando teriam executado sumariamente Valdomiro de Jesus Meira Filho e Thiago Menezes de Oliveira, no interior de residências, em razão de suposto envolvimento das vítimas com o tráfico ilícito de drogas. Eles também são investigados por fraude processual.

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    Pelo menos 131 tiroteios ocorreram em Salvador e Região metropolitana no mês de julho. Ao todo, 108 pessoas foram baleadas, sendo 84 mortas e 24 feridas, segundo o primeiro balanço da violência armada lançado nesta segunda-feira (8) pelo Instituto Fogo Cruzado. Os números se referem ao mês de julho, quando o Instituto passou a mapear a Bahia, onde atua em parceria com a Iniciativa Negra por uma Nova Política de Drogas. Os dados também estão disponíveis na API do instituto, onde podem ser consultados de forma aberta e gratuita.

    "Isso significa que, em média, três pessoas foram baleadas por dia, em alguma das 13 cidades da região metropolitana. Dentre estes números estão vidas e famílias como a dos gêmeos rifeiros, mortos após saírem de uma festa no subúrbio de Salvador. Ainda não se sabe os motivos ou autores do crime, o que deixa a família ainda mais abalada", comenta Cecília Olliveira, diretora executiva do Instituto Fogo Cruzado. Ela destaca ainda que Salvador despontou nesse primeiro mês no topo do ranking da violência armada na Bahia. "A cada 10 tiroteios na região metropolitana, oito aconteceram na cidade. A capital teve 105 tiroteios, 67 mortos e 20 feridos. São números bem graves, que indicam o tamanho do problema".

    O balanço mostra ainda que, dos 131 tiroteios mapeados em julho, 37 ocorreram durante ações ou operações policiais, deixando 25 pessoas mortas e seis feridas. Chama atenção uma ação policial que deixou ferida a tiros uma adolescente de 15 anos no dia 20 de julho, em Lauro de Freitas, no bairro de Itinga. Railane França conversava com amigos, quando a polícia chegou ao local atirando e ela acabou atingida ao tentar proteger a sobrinha de três anos. O adolescente Janderson dos Santos, 14 anos, também ficou ferido.

    Outro caso impactantes de julho foi o duplo assassinato dos irmãos gêmeos no bairro do Lobato, em Salvador, Ruan e Rubens, de 23 anos, ambos rifeiros, que foram a uma festa perto de casa durante a madrugada do dia 25, e ao chegar, foram assassinados. Os corpos foram encontrados em outro local com marcas de tiros.Três dias antes, outro caso grave ocorreu.

    Para Dudu Ribeiro, cofundador da Iniciativa Negra por Uma Nova Política de Drogas e coordenador da Rede de Observatórios da Segurança na Bahia, "uma das grandes questões quando o assunto é segurança pública é a qualidade e a transparência na produção de dados. Historicamente temos visto uma resposta da segurança pública baseada em incentivos ao punitivismo e em bravatas, e ainda muito afastada da produção de dados. Essa parceria com Fogo Cruzado vem para buscar cada vez mais qualidade nesses dados, para que possam embasar as demandas das organizações da sociedade civil e também do poder público.” Ribeiro ainda denuncia que a negligência desses dados faz parte de um projeto político que afeta duramente as populações vulneráveis. “Deixar os dados da segurança pública numa neblina que a sociedade civil não acessa é uma decisão política que justifica uma política de morte”, finaliza.

    Esse é o primeiro relatório do Instituto Fogo Cruzado na Bahia. O aplicativo do Instituto funciona de forma colaborativa e anônima com registro de dados e informações sobre tiroteios e violência por arma de fogo. Por meio das informações coletadas e de um mapeamento ativo, o Instituto realiza o levantamento e faz a contabilização, especificando as localidades e os recortes dos dados (chacinas, balas perdidas, tiroteios e outros indicadores). O mapeamento pode ser acompanhado diariamente através do aplicativo disponível para Android e iOS ou no Twitter.

    O mapa da violência armada

    Entre a capital e a região metropolitana, os cinco mais afetados pela violência armada foram:
    Salvador: 105 tiroteios, 67 mortos e 20 feridos
    Camaçari: 12 tiroteios, 7 mortos e 1 feridos
    Vera Cruz: 3 tiroteios, 3 mortos
    Lauro de Freitas: 3 tiroteios e 3 feridos
    Candeias: 2 tiroteios, 2 mortos

    O perfil da violência armada
    Ao todo, três agentes de segurança foram baleados em Salvador e região metropolitana: um morreu e dois ficaram feridos.

    Houve sete casos de ataques armados sob rodas, quando pessoas passam em carros atirando. Ao todo, nove pessoas foram baleadas nestes casos: seis morreram e três ficaram feridas.

    Três pessoas foram atingidas por balas perdidas em julho. Nenhuma delas morreu. Todas as vítimas foram atingidas durante ações ou operações policiais.

    Uma pessoa morreu em uma ocorrência registrada no transporte público. E três pessoas morreram em ocorrências registradas em bar.

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