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Operação cumpre mandados contra envolvidos em fraudes no judiciário baiano

Operação cumpre mandados contra envolvidos em fraudes no judiciário baiano

Três mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em Salvador, Lauro de Freitas e Ribeira do Pombal nessa quinta-feira (16). Os alvos são integrantes de uma organização criminosa formada por advogados, serventuários e particulares responsáveis por falsificação de documentos para fraudar processos judiciais em trâmite no Poder Judiciário baiano. Além disso, foram deferidos o afastamento de duas pessoas de suas funções públicas perante a Justiça baiana.

Denominada 'Inventário’, a operação é realizada pelo Ministério Público estadual, por meio do Grupo de Apoio Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). Essa é a segunda fase da operação e os mandados foram deferidos pela Vara dos Feitos Relativos a Delitos Praticados por Organização Criminosa da Comarca de Salvador (Vorcrim).

Nesta Fase, o Gaeco apurou indícios da prática de crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, fraude processual e uso de documento falso. A ‘Operação Inventário’ conta com o apoio operacional da Polícia Civil, por meio do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) e do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), e da Polícia Federal, por meio da Superintendência Regional na Bahia. A primeira fase da operação, que foi deflagrada em setembro de 2020, investiga fraudes identificadas no bojo de processos judiciais em trâmite na extinta 11ª Vara de Família, Sucessões, Órfãos, Interditos, Ausentes da Comarca de Salvador (atual 3ª Vara).

A ‘Operação Inventário’ é fruto de esforço conjunto da Polícia Civil, por meio do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) e do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), da Polícia Rodoviária Federal, por meio da Superintendência Regional na Bahia e da Polícia Militar, por meio da CIPE - Nordeste.

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  • Operação prende vereador e policiais militares no Rio de Janeiro

    Uma operação conjunta do Ministério Público Estadual (MPRJ), da Polícia Civil e da Corregedoria da Polícia Militar do Rio de Janeiro prendeu hoje (22) um vereador de Duque de Caxias e dois policiais militares. Eles são acusados de agiotagem e extorsão. O parlamentar também estaria envolvido com lavagem de dinheiro e fraude em licitação.

    A operação Barreira Petrópolis também cumpre 17 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos acusados. Bens imóveis e recursos financeiros do vereador também tiveram o sequestro determinado pela Justiça.

    De acordo com o MPRJ, o parlamentar emprestava dinheiro a pessoas físicas e exigia pagamento de juros mensais. Para um empréstimo de R$ 1 milhão para um empresário do ramo de venda de automóveis, por exemplo, foi exigido pagamento de R$ 35 mil apenas a título de juros mensais.

    Ameaça de morte
    Ainda segundo o MPRJ, como o empresário não conseguiu honrar o compromisso assumido, o vereador acionou os dois policiais para ameaçá-lo de morte.

    O mesmo vereador também é acusado de ser sócio de uma empresa que manteve contratos governamentais entre 2013 e 2016, a partir de uma licitação fraudada. Outras empresas que mantinham contratos governamentais também são suspeitas de repassar recursos para a empresa do parlamentar.

    Segundo o MPRJ, as investigações mostraram que o vereador também dissimulou a origem de R$ 62 milhões provenientes das práticas criminosas. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

  • Crime ambiental: carga clandestina de madeira avaliada em R$ 200 mil é apreendida na Bahia

    Uma carga com cerca de 506 toras de Aroeira - madeira exótica, presente em biomas como o Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica e ameaçada de extinção - foi recuperada por equipes dos 3º e 4º Pelotões (Santa Rita de Cássia e Mansidão) da 86ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Formosa do Rio Preto), na noite do domingo (17). Material está avaliado em cerca de R$ 200 mil.

    As equipes iniciaram a ação, após os policiais militares de Mansidão desconfiarem da passagem de um caminhão da marca Mercedes Benz, placa JLQ-4378, transportando madeira pela cidade. Eles acompanharam o veículo e, na altura da BA-225, conseguiram interceptá-lo. Conforme o comandante do 4º Pelotão, sargento PM Jônatas Cardoso, geralmente caminhões chegam no município com carga e saem vazios, por não ser um município agrícola.

    “A partir dessa suspeita, mesmo com a voz de parada, o condutor desceu do veículo e fugiu por uma área de mata fechada. Realizamos rondas junto com os colegas do 3º Pelotão, mas ele não foi encontrado”, disse.

    Após o material ser escoltado pelos policiais até o pátio da Secretaria do Meio Ambiente e Turismo (Sematur) de Santa Rita, equipes da Companhia Independente de Polícia e Proteção Ambiental (Cippa) de Lençois e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) foram até o local e confirmaram que se tratava da Aroeira.

    A portaria normativa 83 de 26 de setembro de 1991, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), classifica essa extração como ilegal. O aspirante-a-oficial Felipe Franco Martins, comandante da unidade policial de Santa Rita de Cássia, contou que a suspeita é de que o veículo saiu do Piauí e teria destino o estado de Goiás.

    “Nós sabemos que é contumaz o tráfico de madeiras no sul do Piauí e que alguns caminhoneiros usam as estradas que limitam os nossos municípios transportando diferentes cargas. Isso será apurado com o trabalho de investigação da nossa co-irmã, a Polícia Civil”, disse. A madeira apreendida foi encaminhada para o pátio da Sematur e o caminhão escoltado pelos PMs para a Delegacia Territorial (DT) de Santa Rita de Cássia.

  • Tiro foi acidental, diz defesa de advogado suspeito de matar namorada

    O advogado Domingos Arjones, que representa o criminalista José Luiz de Britto Meira Júnior, disse que o rapaz, suspeito de matar a namorada, tinha uma vida tranquila, sem histórico de episódios de violência, principalmente contra mulheres. “Eu fui colega dele. Estudamos juntos na Universidade Católica e nunca houve nada que pudesse dar a entender que ele estaria envolvido numa situação dessa”, contou.

    Segundo Arjones, o tiro disparado foi acidental. “Ele disse que [os dois] estavam tendo uma discussão de casal quando ela teria pegado a arma. Ele foi tentar tirar da mão dela e, no momento da confusão, a arma disparou”, explica o advogado.

    O casal namorava há cerca de dois anos. Na briga, ainda segundo o advogado, o rapaz também foi ferido, mas não por arma de fogo. Ele não especificou o tipo de arma que teria lesionado o cliente. José Luiz tem porte de arma e, segundo o advogado, ela está legalizada.

    “Ele a levou para o HGE no carro da irmã dele. O pessoal pediu para ele estacionar o carro e, como estava de bermuda e sem documentos, foi para a casa da irmã. A polícia chegou lá no momento em que ele estava tomando banho para ir se apresentar na delegacia”, disse.

    Segundo a assessoria do IML, o corpo de Kesia Stefany da Silva Ribeiro foi liberado para o cemitério João Batista, em Feira de Santana.

    Crime
    De acordo com a Polícia Militar, equipes da 12ª Companhia Independente (Rio Vermelho) foram acionadas depois dos tiros. Ao chegarem ao local, os PMs souberam que o homem suspeito teria colocado a vítima em um carro Ônix vermelho. Ele a levou para o Hospital Geral do Estado (HGE) e fugiu em seguida.

    "Na emergência, os policiais militares souberam que a vítima não resistiu aos ferimentos e realizaram buscas na região à procura do indivíduo, mas constataram que ele já não mais se encontrava no local", diz a nota da PM.

    Em seguida, policiais da 13ª Companhia Independente localizaram o suspeito escondido na casa de um parente, no bairro da Pituba. O homem foi preso e apresentado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

    Sangue no elevador
    Moradores do condomínio Terrazzo Rio Vermelho relataram à polícia terem ouvido gritos vindos do apartamento onde mora o advogado criminalista José Luiz de Britto Meira Júnior.

    Em denúncia feita à polícia, ainda durante a madrugada, moradores contaram ter visualizado um homem arrastando uma mulher desacordada pelos corredores, deixando um rastro de sangue no caminho. Antes disso, houve disparos de arma de fogo no local, ainda conforme relatos de testemunhas feitos pouco antes da 4h.

    No início da manhã deste domingo (17), logo após a madrugada do crime, moradores do condomínio Terrazzo Rio Vermelho que saíram para caminhar ou passear com o cachorro disseram ao CORREIO não terem ouvido nenhum barulho de disparo ou gritos com pedidos de socorro.

    No Terrazzo, funcionários confirmaram que algo estranho aconteceu durante a madrugada, mas foram orientados a não comentar nada sobre o caso.

    Sob anonimato, uma moradora contou que, pela manhã, ainda havia marcas de sangue perto do elevador.

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