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Bahia tem 460 novos casos de Covid-19 em 24 horas; seis mortes são registradas

Bahia tem 460 novos casos de Covid-19 em 24 horas; seis mortes são registradas

A Bahia registrou, nas últimas 24 horas, 460 novos casos de Covid-19, de acordo com informações divulgadas no boletim desta quarta-feira (20), pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesab).

Ainda segundo o boletim da Sesab, seis mortes foram registradas. Desde o início da pandemia, dos 1.241.122 casos confirmados, 1.211.931 já são considerados recuperados, 2.199 encontram-se ativos e 26.992 tiveram morte confirmada.

O boletim também contabiliza 1.563.787 casos descartados e 242.536 em investigação. Na Bahia, 52.215 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19.

Estes dados representam notificações oficiais compiladas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia (Divep-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17h desta quarta.

Ainda de acordo com a Sesab, com 10.446.513 vacinados contra a Covid-19 com a primeira dose ou dose única, a Bahia já vacinou 82.04% da população com 12 anos ou mais, estimada em 12.732.254.

O boletim completo está disponível no site da Sesab e ou em uma plataforma online.

Leitos Covid-19
Com base no boletim desta quarta, a Bahia tem 1.348 leitos ativos para tratamento da Covid-19. Desse total, 344 estão com pacientes internados, o que representa taxa de ocupação geral de 26%.


Desses leitos, 582 são de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto e estão com taxa de ocupação de 35% (201 leitos ocupados).

Nas UTIs pediátricas, 22 das 29 vagas estão com pessoas internadas, o que representa taxa de ocupação de 76%. Os leitos clínicos para adultos estão com 14% de ocupação e os infantis, com 45%.

Em Salvador, dos 365 leitos ativos, 124 estão ocupados (34% de ocupação geral). A taxa de ocupação dos leitos de UTI adulto é de 34% e o pediátrico está em 75%.

Ainda na capital baiana, os leitos clínicos para adultos estão com 20% de ocupação e, os pediátricos, estão com 80%.

Itens relacionados (por tag)

  • Após quase 35 anos, Cia Baiana de Patifaria anuncia fim das atividades

    Um dos mais tradicionais grupos de teatro da Bahia fechará as portas. O ator e diretor Lelo Filho anunciou que a Cia Baiana de Patifaria, com seus quase 35 anos de trajetória, deixará de existir.

    O grupo é responsável por espetáculos históricos como A Bofetada e Siricotico.

    No post de Lelo, ele conta que o fim se deu por falta de incentivos. O projeto não passou em nenhum edital recente na Lei Aldir Blanc, nem pelo município ou estado.

    "Estamos na lista de grupos de teatro que, por possuir sede, tiveram ou terão que encerrar suas atividades. Não houve quem tivesse conseguido salvar sedes de grupos artísticos, espaços culturais e, até mesmo, teatros que a cidade perdeu no último ano e meio. Hoje é, com toda certeza, um dos dias mais tristes nesses meus quase 40 anos de teatro, quase 35 deles dedicados à Cia", escreveu o diretor.

    A Cia também enfrentou, assim como praticamente todo mundo que vivia do teatro, problemas financeiros durante a pandemia. Uma vaquinha virtual chegou a ser feita para angariar fundos.

    História
    Tudo começou em 1987 graças aos atores Moacir Moreno e Lelo Filho. A primeira peça de teatro feita pela trupe foi “Abafabanca”, que estreou naquele mesmo ano e ficou 10 meses em cartaz.

    De lá pra cá, são oito peças no repertório: a já citada "Abafabanca", A Bofetada, “Noviças Rebeldes”, “3 em 1”, “A Vaca Lelé”, “Capitães da Areia”, “Siricotico” e “Fora da Ordem”.

    A Bofetada é o grande sucesso e está nos palcos há 29 anos, viajou a 54 cidades brasileiras, conta com personagens emblemáticos e direção de Fernando Guerreiro.

    Teatro digital
    Em julho deste ano, a sede da Cia Baiana de Patifaria, o Casarão 15, foi transformado em um teatro virtual, de onde artistas ou qualquer profissional de outro segmento poderão realizar seus projetos e transmiti-los por fibra ótica via internet para todo o mundo. O espaço, que passa a chamar Casarão 15 Digital também se tornou uma espécie de museu artístico com todo acervo de mais de 34 anos da Cia Baiana de Patifaria.

    “Estamos equipados com luz e som digitais, além de telas de cinema e chroma-key. E tudo atendendo aos protocolos de segurança”, explicou Lelo Filho em entrevista ao colunista Ronaldo Jacobina, do CORREIO, na época.

  • Mesmo sem reajuste da Petrobras, preço da gasolina chega a R$ 7,30 em Salvador

    A Petrobras não promoveu nenhum reajuste no preço dos combustíveis durante todo o mês de novembro. Apesar disso, a gasolina está pesando ainda mais no bolso dos consumidores baianos. Nos postos de Salvador, o litro do produto já está sendo vendida por até R$ 7,30. O motivo para esta alta, segundo os representantes do setor, é o risco de desabastecimento provocado por a Petrobras não conseguir atender todos os pedidos feitos pelas distribuidoras para o fornecimento de combustíveis.

    Para lidar com o problema, de acordo com Walter Tannus, presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Estado (Sindicombustíveis), as distribuidoras estão tendo que importar gasolina mais cara e o preço é passado para os postos, que decidem se repassam ou não o valor a mais para o consumidor. “É uma decisão empresarial. Alguns seguram o preço até quando podem e outros precisam repassar”, explica.

    De fato, de acordo com o aplicativo Preço da Hora, na tarde dessa terça-feira (30), ainda haviam 17 postos de combustíveis na Região Metropolitana de Salvador (RMS) vendendo gasolina pelo preço anterior ou até abaixo. A maioria, no entanto, já tinha atualizado os valores para, em média, R$ 6,93.

    “As distribuidoras importam combustíveis e, segundo elas, o produto chega mais caro do que é o da Petrobras. Quando chega no final do mês, a situação se agrava, pois o estoque está baixo e eles precisam acelerar a importação. Aí o preço só aumenta”, relata Tannus.

    Sadi Leite, diretor executivo do Sindicato das Distribuidoras de Combustíveis do Estado da Bahia (Sindicom), reforça essa justificativa. “A Petrobras informou para as distribuidoras que não ia conseguir ofertar a quantidade de pedidos e, realmente, o mercado tá tendo que se valer da importação. Hoje, a gasolina importada é de R$ 0,10 a R$ 0,20 mais cara, no geral”, afirma.

    Somado esse custo extra com impostos que incidem sobre a importação, o preço da gasolina é ainda mais encarecido, o que justificaria o valor de R$ 7,30 no litro encontrado na segunda. A situação é tão séria que alguns representantes das distribuidoras chegaram a alertar para o perigo de acontecer desabastecimento de combustíveis.

    A Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Bicombustíveis (Brasilcom) chegou a divulgar uma nota alertando do perigo.

    “As reduções promovidas pela Petrobras, em alguns casos chegando a mais de 50% do volume solicitado para compra, colocam o país em situação de potencial desabastecimento, haja vista a impossibilidade de compensar essas reduções de fornecimento por meio de contratos de importação, considerando a diferença atual entre os preços do mercado internacional, que estão em patamares bem superiores aos praticados no Brasil”, disse.

    Sadi Leite é mais cauteloso e afirma não haver risco de desabastecimento. “Não existe nenhuma possibilidade, em parte por causa da importação e em outra porque a Petrobras vai ter que se virar para atender, pelo menos, os clientes que tem contrato. Ela não vai deixar faltar produto”, confia.

    FUP diz que quase 500 mil barris de derivado de petróleo são importados por dia para o Brasil
    Deyvid Bacelar, coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), também considera que o aumento no preço dos combustíveis é por conta da busca pelo mercado internacional. “Nós temos denunciado há algum tempo esse problema, que é gerado pelo aumento na capacidade ociosa das refinarias no Brasil. Atualmente, temos uma média de 67% de utilização da nossa capacidade de produção. Se não usa o restante, cresce a dependência de importação”, diz.

    Segundo Bacelar, quase 500 mil barris de derivado de petróleo são importados por dia para o Brasil, o que encarece os preços dos combustíveis em todo o território nacional, não apenas na Bahia. “Nós defendemos que as refinarias voltem a operar com quase 100% da sua capacidade, como era em 2014. O Brasil decidiu por essa política que torna a população, as distribuidoras e os postos reféns dos importadores”, aponta.

    Os especialistas ouvidos pela reportagem consideram que esse problema é compartilhado com os outros combustíveis, como o diesel e o gás natural. Ambos, porém, não arriscam em dizer que a tendência de alta, por esse motivo, vai se manter em 2022.

    “Vai depender muito da postura de Petrobras ou do preço internacional. É algo imprevisível. A gente espera que o peço do petróleo baixe e o dólar também”, afirma Walter Tannus.

    Segundo a Petrobras, essa incapacidade de abastecimento completo não está relacionada com algum problema de produção da empresa e sim com o crescimento do pedido das distribuidoras, o que aumentou por causa da pandemia. “A gente não esperava um crescimento tão grande. Na Bahia, estamos com um volume de vendas próximo ao de 2014, quando atingimos a nossa melhor média. O diesel tem sido bem demandado por causa dos caminhões que estão rodando para todos os lados nessa retomada”, considera Leite.

    Até o momento, em 2021, a Petrobras realizou 15 reajustes no preço da gasolina, sendo 11 aumentos e quatro reduções. No total, o valor do combustível vendido nas refinarias teve crescimento de 74%. Já o diesel teve 12 reajustes, sendo nove aumentos e três reduções que totalizaram um crescimento no preço de 65%. O último reajuste aconteceu no dia 26 de outubro e levou a gasolina a custa R$ 3,19 e o diesel R$ 3,34. Confira a lista de todos os reajustes feito pela empresa:

    Gasolina
    19 de janeiro – R$ 1,98
    26 de janeiro - R$ 2,08
    8 de fevereiro – R$ 2,25
    18 de fevereiro – R$ 2,48
    1º de março - R$ 2,60
    9 de março - R$ 2,84
    20 de março - R$ 2,69
    25 de março - R$ 2,59
    16 de abril – R$ 2,64
    1º de maio – R$ 2,59
    12 de junho – R$ 2,53
    6 de julho – R$ 2,69
    12 de agosto – R$ 2,78
    8 de outubro – R$ 2,98
    26 de outubro – R$ 3,19

    Diesel:
    26 de janeiro - R$ 2,12
    8 de fevereiro – R$ 2,24
    18 de fevereiro – R$ 2,58
    1º de março - R$ 2,71
    9 de março - R$ 2,86
    25 de março - R$ 2,75
    9 de abril – R$ 2,66
    16 de abril – R$ 2,76
    1º de maio – R$ 2,71
    6 de julho – R$ 2,81
    28 de setembro – R$ 3,06
    26 de outubro – R$ 3,34

  • Bahia é o segundo estado com a maior taxa de desocupação do Brasil

    A Bahia possui a 2ª maior taxa de desocupação do Brasil. Ao todo, 18,7% dos baianos em idade produtiva não trabalham, apesar de buscarem um emprego. O estado fica atrás somente de Pernambuco, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta terça-feira (30). O índice baiano também é bem superior à média nacional, de 12,6%.

    A baiana Juliane Sailer, 21, trabalhava em Minas Gerais quando a pandemia estourou, no início do ano passado. Com o salário reduzido por causa do home office, ela teve que retornar para a Salvador, para morar com a mãe. Em julho, a jovem perdeu o emprego, mas poucos meses depois, conseguiu outro, também no setor de vendas e online. Três meses depois foi demitida novamente e, desde então, está desempregada. “Agora tô tendo que me reinventar e resolvi trabalhar com algo que sempre quis”, afirma a jovem, que investe em seu trabalho como artista.

    Juliane, no período em que procurou emprego, foi considerada uma pessoa desocupada pelo IBGE. O grupo dessas pessoas teve uma leve redução se comparado ao segundo trimestre de 2021, mas chega a 1,336 milhão de pessoas na Bahia. “A pessoa desocupada é a que tomou uma providência para procurar trabalho, até a semana anterior da pesquisa, e que, se encontrasse, poderia trabalhar. Se usa esse termo porque nem sempre quem está trabalhando está empregado”, explica Mariana Viveiros, supervisora de disseminação de informações do IBGE na Bahia.

    Se antigamente uma graduação universitária ou curso técnico era passaporte para o mercado de trabalho, hoje em dia a situação parece mais complicada. Ana Paula Sobral, 46, fez curso técnico de segurança do trabalho e gestão comercial, mas nunca conseguiu emprego em nenhuma das duas áreas. Desde que era mais jovem, ela trabalhava com o pai gerindo a logística no setor de transportes. Durante a vida adulta, com duas filhas para sustentar, ela conseguiu trabalhar em duas empresas desempenhando funções parecidas com as que aprendeu com o pai.

    Depois de sair do último emprego, ela, que mora em Lauro de Freitas, passou cerca de dois anos, entre 2018 e 2019, procurando emprego, mas sem sucesso: “O que eu mandei de currículo não foi brincadeira. Nesses dois anos que fiquei procurando, acho que não consegui por causa da idade. Minha filha chegou a falar um dia para eu desistir, porque nessa idade eu só conseguiria trabalho se alguém me indicasse”, relembra Ana Paula.

    No ano passado, ela conta que desistiu de arranjar um trabalho: “Se já não tinha antes, na pandemia foi pior ainda”, desabafa. Nesse período, ela entrou para o grupo de desalentados, isto é, a parte da população que não trabalha e nem procura por não conseguir colocação por falta de experiência ou pela idade.

    A Bahia é o estado com maior número absoluto de desalentados do país desde 2012, segundo o IBGE. No estado, atualmente, são 655 mil pessoas nessa condição. Agora, Ana Paula, por falta de opção, trabalha vendendo cosméticos na empresa do ex-marido, pai de suas duas filhas, mas sem carteira assinada.

    Informalidade puxa o aumento de ocupações

    De cada 10 pessoas empregadas hoje na Bahia, seis são informais. Do segundo para o terceiro trimestre de 2021, o estado registrou saldo positivo de 355 mil novos postos de trabalho, desses, 233 mil sem carteira assinada. No terceiro semestre deste ano, esse grupo chegou a 3,226 milhões de pessoas.

    O aumento da informalidade no mercado de trabalho baiano, em termos absolutos, foi puxado com mais força pelos trabalhadores por conta própria sem CNPJ. O aumento foi de 83 mil pessoas entre o segundo e terceiro trimestre. Yago Castro, 29, é uma dessas pessoas. Seu primeiro emprego, há 10 anos, foi como auxiliar administrativo em uma empresa hospitalar. Lá, chegou a ganhar dois salários mínimos. Mas, há dois meses, foi demitido.

    Deu entrada no seguro desemprego e, desde então, se desdobra para conseguir se sustentar. Ele, que vive na Cidade Baixa com a mãe, transformou o hobby de cuidar de plantas em empreendimento próprio e agora vende arranjos pelo Instagram.

    “Mas agora eu sinto que só estou trocando dinheiro”, desabafa Yago. Ele conta que conseguiu cerca de 500 reais com o novo trabalho, mas que o roubo do cilindro do ar condicionado do seu carro também pesou no bolso. O jovem tem planos de expandir o empreendimento das plantas, que cultiva dentro da própria casa.

    “A pandemia teve efeitos bem fortes no ano passado, as pessoas pararam de trabalhar. Agora a gente tem uma recuperação da ocupação, mas puxada pela informalidade, porque ainda não há um dinamismo econômico suficiente para oferecer vagas formais de trabalho”, elucida Mariana Viveiros. Ainda segundo ela, este é um movimento clássico de retomada pós crise, em qualquer lugar. Segundo o IBGE, o número de pessoas desocupadas registra queda desde o terceiro trimestre do ano passado.

    A supervisora também fala sobre o cenário do mercado local, que costuma absorver mais empregados informais historicamente. “Essa realidade é observada no país inteiro, mas, alguns mercados de trabalho, como o baiano, que já têm uma informalidade elevada independentemente de pandemia, esse movimento é ainda mais forte”, exemplifica Mariana.

    Poder aquisitivo diminui com a informalidade

    O rendimento médio dos trabalhadores na Bahia ficou em R$ 1.538 no terceiro trimestre de 2021, este representa o mais baixo índice para o estado em nove anos de série histórica. Mariana Viveiros afirma que a queda é decorrente direto do aumento dos postos de trabalho informais: “O crescimento da informalidade ajuda a puxar o rendimento médio para baixo, porque as pessoas ganham menos”.

    Keyla da Silva, de 53 anos, sente isso na pele. Ela começou a trabalhar aos 17 anos e conta que já vendeu de tudo desde então, de roupas a produtos hospitalares. Em 2017, Keyla, que é natural do estado de São Paulo, mas mora na Bahia há 20 anos, se formou em administração, mas conta que nem assim a sua situação no mercado de trabalho melhorou.

    Ela conta que devido à idade, tem dificuldade de conseguir emprego no setor de vendas e que uma vez chegou a ouvir que “mulher na área comercial só é contratada até os 40 anos”. Sem emprego formal desde que a loja em que trabalhava fechou no início deste ano, Keyla diz que nunca parou de mandar currículo.

    Atualmente, ela atua vendendo produtos alimentícios, como camponatas, mas que não é suficiente para sustentá-la. Seu marido, que chegou a ser supervisor de vendas de multinacionais, também perdeu o emprego e hoje é motorista de uber. Os dois moram em Lauro de Freitas.

    “Tivemos uma perda de poder aquisitivo enorme. A nossa sorte hoje é que temos casa própria e não precisamos pagar aluguel”, desabafa. Keyla revela que pensa em conseguir um empréstimo e abrir seu próprio negócio, mas que não se sente segura, devido à crise econômica. “Eu e meu marido brincamos que vendemos tudo, só falta vender caixão”, descontrai.

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