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Mortos em festa paredão eram estudantes sem ligação com crime, dizem moradores

Mortos em festa paredão eram estudantes sem ligação com crime, dizem moradores

Os dois jovens mortos em um tiroteio que aconteceu durante uma festa paredão na localidade da Gomeia, em São Caetano, não tinham envolvimentos com o crime, segundo os moradores da região. A Polícia Militar também diz que não há nenhuma informação de que Marco Gabriel Oliveira Mota, 18 anos de Souza e Lucas Gabriel da Conceição dos Santos, 19, tinham envolvimento com o tráfico. Além deles, uma terceira pessoa foi baleada, mas sobreviveu.

De acordo com os moradores, os dois rapazes mortos eram jogadores de um time do bairro que momentos antes disputou um campeonato de futebol no Campo Paraíso, local dos disparos. "Eles jogaram e depois foram para casa, tomar banho e almoçar. Em seguida, voltaram para o campo, onde estavam algumas pessoas que ficaram bebendo após o jogo. É a única diversão que os têm aqui. Eles se reúnem para beber", disse um morador.

Marco Gabriel era estudante de engenharia mecânica da Unime e jovem aprendiz do Banco do Nordeste, segundo familiares. Já Lucas Gabriel fazia curso técnico de radiologia.

O comandante da 9° Companhia Independente da Polícia Militar (Pirajá), major Elison Oliveira, diz que as vítimas foram mortas numa festa de paredão realizada pelo tráfico da região depois da partida. "A festa foi promovida por uma facção. Então, o grupo rival resolveu atacar, atirando para todos os lados. No entanto, não temos informações de que as vítimas tinham envolvimento com o tráfico", disse o major.

Bandidos encapuzados
Uma testemunha do ataque disse que os bandidos estavam encapuzados. "Eles estavam com os rosto cobertos. Era bem uns dez caras. Uma parte chegou a pé e a outra dividida em um carro e motos" contou.

Os bandidos chegaram ao Campo do Paraíso pela Rua do Marisco. "Deram muito tiro. Estava vendendo água e cerveja no isopor com a minha esposa. Foi um desespero. Tinha cápsula de pistola 380 e ponto 45 para todos os lados", relembrou um ambulante.

Um outro ambulantes relatou o drama. "Foi gente correndo para todos os lados. Havia mais de duas mil pessoas. Pense no desespero das pessoas? Teve gente que na fuga saiu pisando em outras pessoas", contou.

Quem chegava ontem à Golmeia foi surpreendida com o pânico das pessoas. "Eu tinha acabado de chegar do trabalho e tudo que eu queria era descansar na minha casa, mas quando acabei de descer no final de linha, as pessoas corriam gritando: 'não desce, não desce. Tiro, tiro, tiro na Golmeia'. Então, fiquei lá mesmo. Só fui pra casa uma hora e meia depois, quando a polícia tinha chegado", contou um pedreiro que mora no bairro.

Depois do crime, os ônibus chegaram a parar de circular na região da Gomeia, mas retornaram por volta das 9h. Há uma base móvel da PM no largo da Gomeia e viaturas da Rondesp circulam pelo bairro. De acordo com a PM, o policiamento foi reforçado para aumentar a segurança de moradores e rodoviários.

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    A ‘Operação Inventário’ é fruto de esforço conjunto da Polícia Civil, por meio do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) e do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), da Polícia Rodoviária Federal, por meio da Superintendência Regional na Bahia e da Polícia Militar, por meio da CIPE - Nordeste.

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    O modelo do carnaval de Salvador de 2022 ainda é incerto, mas as autoridades já deram algumas pistas – ele pode ocorrer em espaços fechados. Segundo o presidente da Empresa de Turismo de Salvador (Saltur), Isaac Edington, o formato da festa deve seguir o do Festival da Virada, anunciado pelo prefeito. Serão cinco dias de festa, de 29 de dezembro a 2 de janeiro, no Centro de Convenções, mesmo local onde será realizado o evento-teste.

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