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União Europeia anuncia fim da fase de emergência da pandemia de covid-19

União Europeia anuncia fim da fase de emergência da pandemia de covid-19

A União Europeia anunciou, nesta quarta-feira (27), a saída da fase de emergência da pandemia de covid-19. A medida ocorre em meio à redução no número de mortes e hospitalizações em toda a Europa.

Além disso, três quartos dos europeus estão totalmente vacinados e mais da metade recebeu uma dose de reforço.

Na Europa, a prevalência da variante Ômicron, que gera casos menos graves, acontece enquanto o continente se prepara para uma possível nova onda no outono, que começa em meados de setembro no hemisfério norte.

O fim do estado de emergência já era precedido pela redução de restrições para contenção do coronavírus. O anúncio da UE, que veio da Comissão Europeia, não é juridicamente vinculativo e os países são livres para seguir ou ignorar.

A presidente da comissão, Ursula von der Leyen, disse, entretanto, que deve-se manter a vigilância. "Novas variantes podem surgir e se espalhar rapidamente, mas sabemos o caminho a seguir", afirma.

A OMS é a responsável por declarar uma pandemia e o fim dela, uma medida que tem vastas implicações legais para uma grande variedade de setores, incluindo seguradoras e fabricantes de vacinas. A agência de saúde da ONU disse que a pandemia não acabou.

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  • Presidente dos EUA, Joe Biden testa positivo para covid-19

    O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, testou positivo para covid-19 na manhã desta quinta-feira (21). Em comunicado, a Casa Branca informou que o chefe de estado está com sintomas leves.

    Biden tem 79 anos e está tomando Paxlovid, um antiviral contra a Covid-19. Ele fará isolamento mas continuará a realizar todas as suas funções normalmente.

    "Pelos padrões de qualquer caso positivo na Casa Branca, a unidade médica informará a todos os contatos próximos do presidente ao longo do dia, incluindo todos os membros do Congresso e da imprensa que interagiram com o presidente durante a viagem de ontem. O último teste do presidente para a Covid-19 foi na terça-feira, quando ele havia obtido resultado negativo", diz o comunicado.

  • Elefante mata idosa e reaparece no funeral para pisotear cadáver na Índia

    Em Odisha, na Índia, um elefante matou uma idosa de 70 anos e depois, voltou durante o velório para pisotear o cadáver dela. De acordo com informações, o conflito entre elefantes e humanos é comum no local.

    Na última quinta-feira (9), Maya Murmu estava retirando água de um poço, quando foi surpreendida pelo elefante que a atacou. A idosa foi levada para o hospital, mas não conseguiu resistir aos ferimentos.

    Segundo o "Independent", quando a família estava preparando o corpo para o funeral, o animal reapareceu. O elefante levantou o corpo de Murmu e o pisoteou.

    Na região, mortes de elefantes são registradas frequentemente. No ano de 2021, 42 animais foram mortos de causas “não naturais”.

  • Registro de casos de covid-19 em escolas de Salvador preocupa famílias

    O crescimento no número de casos de covid-19 na Bahia tem deixado pais, estudantes e diretores preocupados. A prefeitura de Salvador acendeu o sinal amarelo e informou que monitora a situação.

    Em uma semana, o estado registrou aumento de 86% nos casos ativos de covid-19. Na quinta-feira (02), a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) informou que 953 pessoas estão contaminadas. No dia 26 eram 512. A flexibilização da máscara e a diminuição do ritmo de vacinação são apontados como facilitadores desse crescimento, de acordo com especialistas.

    Ainda segundo a Sesab, de 1,5 milhão de casos de covid-19 registrados na Bahia desde o início da pandemia, 7,7% foram na faixa etária de 10 a 19 anos. Em relação ao número de óbitos por complicações da infecção, 97 ocorreram nesse grupo, o que representa 0,3% do total de mortes por covid no estado: 29,9 mil.

    A estudante Maria Antônia**, 15 anos, teve covid em maio de 2021 e voltou a manifestar sintomas da doença nesta semana. Preocupada, a mãe da adolescente resolveu que ela devia se afastar da escola até melhorar. Segundo a jovem, outros colegas da mesma sala também estão com sintomas gripais.

    “Eu comecei a ter os sintomas na terça-feira, a garganta irritada, mas nada demais. Na quarta, depois que voltei da escola, comecei a sentir também dor de cabeça e indisposição, então não voltei no dia seguinte. Vou fazer o teste amanhã [nesta sexta-feira, 03] para saber se é covid, mas já tomei todas as vacinas. Se for, os sintomas estão sendo leves”, contou Maria Antônia.

    Mesmo com a flexibilização do uso de máscaras, a estudante contou que usava o equipamento na escola, incentivada pela direção da unidade. Nesta quinta-feira (2), estudantes do Colégio Cândido Portinari, no Costa Azul, fizeram testes depois que outros colegas manifestaram sintomas e foram confirmados com covid.

    O colégio divulgou um comunicado aos pais afirmando que devido ao surgimento de casos confirmados de covid-19 entre estudantes do ensino médio, faria a testagem dos alunos, e pediu autorização. O Portinari também voltou a recomendar o uso de máscara nos ambientes da escola. O número de casos confirmados não foi divulgado. Em nota enviada à reportagem, a direção da escola contou que a ação foi preventiva.

    “Fomos informados pelas famílias, essa semana, que alguns estudantes testaram positivo para covid-19. Mantendo os cuidados que o colégio vem tendo com relação às orientações e monitoramento, como medida preventiva, em contato com a Secretaria Municipal de Saúde, decidimos fazer a testagem dos estudantes do ensino médio, nesta quinta-feira”, diz a nota.

    A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) disse, também em nota, que a testagem de estudantes no Colégio Portinari faz parte de uma ação de rotina. “Após a ocorrência de alguns casos suspeitos de covid-19 no local, o CIEVS solicitou a testagem para investigação dos casos. A iniciativa visa identificar os casos positivos do coronavírus para que os infectados sejam encaminhados para isolamento domiciliar, evitando assim a disseminação do vírus”.

    Atenção redobrada
    Os gestores das escolas temem os efeitos das doenças gripais típicas do outono-inverno e estão frisando a necessidade do uso de máscara. O presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino da Bahia (Sinepe-BA), Jorge Tadeu Coelho, contou que a instituição fez uma reunião na segunda-feira (30) e discutiu a questão, mas não tem levantamento do número de alunos infectados.

    “Estamos acompanhando a evolução dos casos de covid, mas o que tem nos preocupado mais são as doenças gripais típicas desse período. As escolas estão seguindo as recomendações dos órgãos de saúde, no momento o uso de máscara não é obrigatório, mas estamos sugerindo o uso da proteção. A maioria dos pais é consciente e tem seguido as orientações, e os protocolos elaborados nos dois anos de pandemia estão ajudando nesse sentido”, contou.

    Em seu perfil no Instagram, o Sindicato dos Professores do Estado da Bahia (Sinpro/BA) também recomendou que os professores e a comunidade escolar retomem o uso do acessório.

    Ações nas escolas
    No Colégio Marista, em Patamares, estudantes com sintomas gripais devem aguardar em casa por 48 horas e retornar apenas com avaliação médica. A orientadora educacional do 1º e 2º anos do Ensino Fundamental, Mariana Magalhães, contou que essa decisão foi tomada pela direção há duas semanas.

    “Continuamos com o protocolo biosanitário adotado durante a pandemia. Apesar das autoridades flexibilizarem as máscaras, aconselhamos a manutenção do uso principalmente para quem tem alergias ou outros sintomas gripais. Além do afastamento de 48 horas, é fundamental avaliação médica e o uso de máscara no retorno”, contou.

    Os bebedouros ainda estão vedados para consumo direto, é preciso usar copos ou garrafas individuais, lanches não podem ser compartilhados e a higienização das mãos com álcool 70% faz parte da rotina.

    Os Colégios Bernoulli e Salesiano disseram que estão seguindo as instruções e decretos dos órgãos públicos e redobrando os cuidados. Em comunicado enviado aos pais, o Colégio Anglo-Brasileiro tornou o uso de máscaras obrigatório para estudantes de três séries. A medida foi preventiva, após a confirmação de casos.

    A mãe de um aluno de 15 anos que estuda no colégio Oficina e que preferiu não se identificar, contou que tanto ela quanto o filho testaram positivo para a covid-19 nesta quinta-feira (2). “Ontem [quarta, 01], quando ele estava na escola, me mandou mensagem para voltar para casa porque estava com uma sensação de febre. Hoje de manhã eu também acordei febril e fomos fazer o teste”.

    Com o resultado positivo, ela e o filho estão isolados do resto da família, em quartos separados dentro de casa. Ambos estão vacinados e apresentam sintomas leves. Segundo a mãe, o filho relatou que dois colegas, mas de uma turma diferente da dele, estão contaminados com a covid-19.

    No Oficina, o uso de máscaras não é obrigatório. “As máscaras foram liberadas, mas os meninos [dois filhos] continuaram usando. O colégio chegou a mandar um e-mail para os pais falando sobre a importância do uso de máscaras, mas não retomaram a obrigatoriedade”, acrescenta a mãe.

    O irmão do adolescente até então não apresentou sintomas, mas por recomendação do colégio, deve se manter afastado das aulas por enquanto.
    Já o colégio Integral informou que o uso de máscaras é facultativo e que a obrigatoriedade só será restabelecida caso existam protocolos oficiais das autoridades. O colégio também negou que tenham sido identificados casos positivos de covid-19 entre os seus alunos.

    Rede pública
    A preocupação com o vírus não tem sido menor na rede pública. Pais, estudantes e professores relataram que temem que a situação saia de controle. A comerciante Jucélia Cerqueira, 40, tem dois filhos em idade escolar e tem alguns receios.

    “Os mais velhos [adolescentes] conseguem entender a necessidade dessas medidas, mas não seguem. Não vejo ninguém usando máscara. Os mais novinhos tendem a querer se abraçar, e isso ainda é um risco. Deixo eles na escola com o coração na mão, mas não há muito o que se fazer. Temos que orientar”, disse.

    Questionada se pretende exigir o uso da máscara entre os estudantes, a Secretaria Estadual da Educação (SEC) informou, em nota, que seguirá o que for recomendado pelas autoridades sanitárias. Procurada, a Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) disse que no momento, não há nenhuma diretriz do governo para a volta da exigência do uso desse acessório.

    A Secretaria Municipal de Educação (Smed) também se manifestou em nota: “Até o momento, não existe decreto que obrigue o retorno ao uso de máscaras. Por enquanto, a família decide se as crianças vão para a escola com a proteção”, afirmou.

    **Nome trocado para preservar a identidade da fonte.

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