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Acidente com ônibus no Peru deixa pelo menos 33 mortos

Acidente com ônibus no Peru deixa pelo menos 33 mortos

Um acidente na madrugada desta quarta-feira (1º), na Rodovia Central, na localidade de Matuicana, província de Huarochirí, no Peru, deixou pelo menos 33 pessoas mortas e cerca de 20 feridas.

Um ônibus da empresa León Express, que fazia o trajeto Huánuco-Lima, perdeu o controle, depois de bater em uma rocha, e caiu em um despenhadeiro de quase 200 metros, ao ultrapassar a velocidade máxima permitida. O veículo levava 63 passageiros.

O comandante-geral da Polícia, César Cervantes, viajou de helicóptero de Lima até o local do acidente. A Polícia Nacional informou que os trabalhos de busca devem durar o dia inteiro, pois o local é de difícil acesso. Os feridos estão sendo atendidos no hospital de Chosica e em outros hospitais de Lima, a capital peruana.

Segundo a Superintendência de Transporte Terrestre de Pessoas (Sutran), o ônibus tinha certificado de inspeção técnica veicular, seguro obrigatório de acidentes e habilitações dos condutores atualizadas. Em nota, a Sutran lamentou a perda de vidas humanas e informou que está tomando todas as providências para investigar as causas do acidente.

Os feridos em estado mais grave foram transferidos, pela Força Aérea do Peru, para hospitais em Lima. Com informações da Andina - Agência Peruana de Notícias.

Itens relacionados (por tag)

  • Opas vê queda de casos de covid na América do Sul por ciclo da doença e vacina

    Diretora da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Carissa Etienne observou, em coletiva à imprensa nesta quarta-feira, 14, que a maioria dos países da América do Sul vê declínio no número de casos e mortes por covid-19. O movimento, no entanto, vai na contramão das Américas, que registraram um aumento de quase 20% em novo casos da doença, segundo a diretora

    O gerente de incidentes da Opas, Sylvain Aldighieri, afirma que a queda nos casos na América do Sul se dá por vários fatores. Entre eles, Aldighieri citou o fato dos picos de transmissão terem ocorrido no primeiro trimestre, a sazonalidade da doença e a cobertura da vacinação. Ele ainda citou o Brasil como um dos países cuja cobertura está "muito boa" e segue aumentando.

    Segundo a Opas, mais de 30% das pessoas na América Latina e Caribe foram totalmente vacinadas contra a covid-19. "Ainda que a cepa delta (do coronavírus) tenha sido detectada em todos os países da América do Sul que falam espanhol ou português, em vários a variante gama segue predominante", disse Aldighieri, que definiu o cenário como "complexo".

    Em todas as Américas, Ettiene mencionou que houve 1,4 milhão de casos e 23,3 mil mortes por covid-19 na última semana.

    Na América do Norte, as infecções aumentaram em um terço devido a picos nos EUA e Canadá, informou a diretora. "Os EUA estão notificando mais de 100 mil novas infecções diárias pela primeira vez desde janeiro e a capacidade hospitalar em muitos estados do sul continua preocupantemente baixa".

  • Explosão fora do aeroporto de Cabul mata pelo menos 13 pessoas

    Uma explosão nesta quinta-feira (26) do lado de fora do aeroporto de Cabul, no Afeganistão, deixou pelo menos 13 pessoas mortas, incluindo crianças, e feriu muitos guardas do Talibã, disse um representante do grupo islâmico.

    A explosão, que ocorre em meio a um enorme esforço de retirada de pessoas do Afeganistão após a tomada do país pelo Talibã, parece ter sido causada por um ataque suicida com bomba, disseram autoridades norte-americanas, citando um relatório inicial.

    O secretário de imprensa do Pentágono, John Kirby, confirmou, em publicação no Twitter, que houve uma explosão do lado de fora do aeroporto na capital afegã.

    Uma autoridade dos Estados Unidos (EUA) disse à Reuters que houve vítimas na explosão, mas que não estava claro quantas pessoas ficaram feridas. Até três militares norte-americanos estavam entre os feridos, acrescentou.

    Duas autoridades norte-americanas disseram que parecia ser um atentado suicida.

    Um deslocamento aéreo em massa de estrangeiros e suas famílias, bem como de alguns afegãos, está em andamento desde o dia anterior à tomada de Cabul pelas forças do Talibã, em 15 de agosto. O grupo islâmico avançou rapidamente pelo país com a retirada das tropas norte-americanas e aliadas.

    O presidente dos EUA, Joe Biden, foi informado sobre a explosão, de acordo com uma autoridade da Casa Branca. Ele estava em uma reunião com autoridades de segurança sobre a situação no Afeganistão, onde os EUA estão em fase final de encerramento uma guerra de 20 anos.

    Os Estados Unidos têm se apressado para retirar cidadãos norte-americanos e afegãos de Cabul antes do prazo final para a conclusão da retirada de suas tropas, em 31 de agosto.

    Em alerta emitido nessa quarta-feira (25), a embaixada dos Estados Unidos em Cabul aconselhou os cidadãos a evitar o aeroporto, acrescentando que aqueles que já estavam nos portões deveriam partir imediatamente, citando "ameaças à segurança" não especificadas.

    Um diplomata ocidental em Cabul informou que as áreas fora dos portões do aeroporto estavam "incrivelmente lotadas" novamente, apesar dos avisos.

    Os Estados Unidos e seus aliados organizaram uma das maiores retiradas de pessoal por via aérea da história, transportando cerca de 95.700 pessoas, incluindo 13.400 na quarta-feira, informou a Casa Branca.

  • Estudo britânico mostra que eficácia de vacinas diminui contra Delta

    Um estudo de saúde pública do Reino Unido descobriu que a proteção de qualquer uma das duas vacinas contra covid-19 usadas com mais frequência contra a variante Delta do novo coronavírus diminui depois de três meses.

    O estudo também mostrou que as pessoas que são infectadas depois de receberem as duas doses da vacina da Pfizer-BioNTech ou da AstraZeneca podem representar um risco maior para os outros do que com variantes anteriores.

    Com base em mais de 3 milhões de amostras de nariz e garganta coletadas em todo o país, o estudo da Universidade de Oxford revelou que, 90 dias após a segunda dose da vacina da Pfizer ou da AstraZeneca, a eficácia na prevenção de infecções caiu para 75% e 61% respectivamente.

    Trata-se de uma redução dos índices de 85% e 68%, respectivamente, observados duas semanas após a segunda dose. A redução da eficácia foi mais entre pessoas de 35 anos ou mais.

    "Essas duas vacinas, com duas doses, continuam se saindo muito bem contra a Delta. Quando você começa muito, muito alto, tem um caminho longo pela frente", disse Sarah Walker, professora de estatísticas médicas de Oxford e pesquisadora-chefe do estudo.

    Walker não se envolveu na criação da vacina da AstraZeneca, desenvolvida inicialmente por especialistas de imunologia de Oxford.

    Os pesquisadores não quiseram projetar quanto mais a proteção cairá com o tempo, mas deram a entender que a eficácia das duas vacinas estudadas convergirá entre quatro e cinco meses após a segunda dose.

    Ressaltando o risco acentuado de contágio da variante Delta, o estudo também mostrou que aqueles que se infectam apesar de estarem totalmente vacinados, tendem a ter uma carga viral semelhante à de não vacinados com infecção, uma deterioração clara em relação à época em que a variante Alpha ainda predominava no Reino Unido.

    As descobertas de Oxford se alinham a uma análise do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) e chegam no momento em que o governo norte-americano delineia planos para tornar doses de reforço de vacinas contra covid-19 amplamente disponíveis a partir do mês que vem,em meio a um aumento de infecções da variante Delta. A entidade citou dados que indicam uma proteção declinante das vacinas ao longo do tempo.

    Israel começou a administrar a terceira dose da vacina da Pfizer no mês passado, para conter uma disparada de infecções locais causadas pela Delta. Vários países europeus também devem começar a oferecer doses de reforço aos idosos e às pessoas com sistemas imunológicos enfraquecidos.

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