Quinta, 02 Dezembro 2021 | Login

Um dos mais tradicionais grupos de teatro da Bahia fechará as portas. O ator e diretor Lelo Filho anunciou que a Cia Baiana de Patifaria, com seus quase 35 anos de trajetória, deixará de existir.

O grupo é responsável por espetáculos históricos como A Bofetada e Siricotico.

No post de Lelo, ele conta que o fim se deu por falta de incentivos. O projeto não passou em nenhum edital recente na Lei Aldir Blanc, nem pelo município ou estado.

"Estamos na lista de grupos de teatro que, por possuir sede, tiveram ou terão que encerrar suas atividades. Não houve quem tivesse conseguido salvar sedes de grupos artísticos, espaços culturais e, até mesmo, teatros que a cidade perdeu no último ano e meio. Hoje é, com toda certeza, um dos dias mais tristes nesses meus quase 40 anos de teatro, quase 35 deles dedicados à Cia", escreveu o diretor.

A Cia também enfrentou, assim como praticamente todo mundo que vivia do teatro, problemas financeiros durante a pandemia. Uma vaquinha virtual chegou a ser feita para angariar fundos.

História
Tudo começou em 1987 graças aos atores Moacir Moreno e Lelo Filho. A primeira peça de teatro feita pela trupe foi “Abafabanca”, que estreou naquele mesmo ano e ficou 10 meses em cartaz.

De lá pra cá, são oito peças no repertório: a já citada "Abafabanca", A Bofetada, “Noviças Rebeldes”, “3 em 1”, “A Vaca Lelé”, “Capitães da Areia”, “Siricotico” e “Fora da Ordem”.

A Bofetada é o grande sucesso e está nos palcos há 29 anos, viajou a 54 cidades brasileiras, conta com personagens emblemáticos e direção de Fernando Guerreiro.

Teatro digital
Em julho deste ano, a sede da Cia Baiana de Patifaria, o Casarão 15, foi transformado em um teatro virtual, de onde artistas ou qualquer profissional de outro segmento poderão realizar seus projetos e transmiti-los por fibra ótica via internet para todo o mundo. O espaço, que passa a chamar Casarão 15 Digital também se tornou uma espécie de museu artístico com todo acervo de mais de 34 anos da Cia Baiana de Patifaria.

“Estamos equipados com luz e som digitais, além de telas de cinema e chroma-key. E tudo atendendo aos protocolos de segurança”, explicou Lelo Filho em entrevista ao colunista Ronaldo Jacobina, do CORREIO, na época.

Publicado em Entretenimento

A Petrobras não promoveu nenhum reajuste no preço dos combustíveis durante todo o mês de novembro. Apesar disso, a gasolina está pesando ainda mais no bolso dos consumidores baianos. Nos postos de Salvador, o litro do produto já está sendo vendida por até R$ 7,30. O motivo para esta alta, segundo os representantes do setor, é o risco de desabastecimento provocado por a Petrobras não conseguir atender todos os pedidos feitos pelas distribuidoras para o fornecimento de combustíveis.

Para lidar com o problema, de acordo com Walter Tannus, presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Estado (Sindicombustíveis), as distribuidoras estão tendo que importar gasolina mais cara e o preço é passado para os postos, que decidem se repassam ou não o valor a mais para o consumidor. “É uma decisão empresarial. Alguns seguram o preço até quando podem e outros precisam repassar”, explica.

De fato, de acordo com o aplicativo Preço da Hora, na tarde dessa terça-feira (30), ainda haviam 17 postos de combustíveis na Região Metropolitana de Salvador (RMS) vendendo gasolina pelo preço anterior ou até abaixo. A maioria, no entanto, já tinha atualizado os valores para, em média, R$ 6,93.

“As distribuidoras importam combustíveis e, segundo elas, o produto chega mais caro do que é o da Petrobras. Quando chega no final do mês, a situação se agrava, pois o estoque está baixo e eles precisam acelerar a importação. Aí o preço só aumenta”, relata Tannus.

Sadi Leite, diretor executivo do Sindicato das Distribuidoras de Combustíveis do Estado da Bahia (Sindicom), reforça essa justificativa. “A Petrobras informou para as distribuidoras que não ia conseguir ofertar a quantidade de pedidos e, realmente, o mercado tá tendo que se valer da importação. Hoje, a gasolina importada é de R$ 0,10 a R$ 0,20 mais cara, no geral”, afirma.

Somado esse custo extra com impostos que incidem sobre a importação, o preço da gasolina é ainda mais encarecido, o que justificaria o valor de R$ 7,30 no litro encontrado na segunda. A situação é tão séria que alguns representantes das distribuidoras chegaram a alertar para o perigo de acontecer desabastecimento de combustíveis.

A Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Bicombustíveis (Brasilcom) chegou a divulgar uma nota alertando do perigo.

“As reduções promovidas pela Petrobras, em alguns casos chegando a mais de 50% do volume solicitado para compra, colocam o país em situação de potencial desabastecimento, haja vista a impossibilidade de compensar essas reduções de fornecimento por meio de contratos de importação, considerando a diferença atual entre os preços do mercado internacional, que estão em patamares bem superiores aos praticados no Brasil”, disse.

Sadi Leite é mais cauteloso e afirma não haver risco de desabastecimento. “Não existe nenhuma possibilidade, em parte por causa da importação e em outra porque a Petrobras vai ter que se virar para atender, pelo menos, os clientes que tem contrato. Ela não vai deixar faltar produto”, confia.

FUP diz que quase 500 mil barris de derivado de petróleo são importados por dia para o Brasil
Deyvid Bacelar, coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), também considera que o aumento no preço dos combustíveis é por conta da busca pelo mercado internacional. “Nós temos denunciado há algum tempo esse problema, que é gerado pelo aumento na capacidade ociosa das refinarias no Brasil. Atualmente, temos uma média de 67% de utilização da nossa capacidade de produção. Se não usa o restante, cresce a dependência de importação”, diz.

Segundo Bacelar, quase 500 mil barris de derivado de petróleo são importados por dia para o Brasil, o que encarece os preços dos combustíveis em todo o território nacional, não apenas na Bahia. “Nós defendemos que as refinarias voltem a operar com quase 100% da sua capacidade, como era em 2014. O Brasil decidiu por essa política que torna a população, as distribuidoras e os postos reféns dos importadores”, aponta.

Os especialistas ouvidos pela reportagem consideram que esse problema é compartilhado com os outros combustíveis, como o diesel e o gás natural. Ambos, porém, não arriscam em dizer que a tendência de alta, por esse motivo, vai se manter em 2022.

“Vai depender muito da postura de Petrobras ou do preço internacional. É algo imprevisível. A gente espera que o peço do petróleo baixe e o dólar também”, afirma Walter Tannus.

Segundo a Petrobras, essa incapacidade de abastecimento completo não está relacionada com algum problema de produção da empresa e sim com o crescimento do pedido das distribuidoras, o que aumentou por causa da pandemia. “A gente não esperava um crescimento tão grande. Na Bahia, estamos com um volume de vendas próximo ao de 2014, quando atingimos a nossa melhor média. O diesel tem sido bem demandado por causa dos caminhões que estão rodando para todos os lados nessa retomada”, considera Leite.

Até o momento, em 2021, a Petrobras realizou 15 reajustes no preço da gasolina, sendo 11 aumentos e quatro reduções. No total, o valor do combustível vendido nas refinarias teve crescimento de 74%. Já o diesel teve 12 reajustes, sendo nove aumentos e três reduções que totalizaram um crescimento no preço de 65%. O último reajuste aconteceu no dia 26 de outubro e levou a gasolina a custa R$ 3,19 e o diesel R$ 3,34. Confira a lista de todos os reajustes feito pela empresa:

Gasolina
19 de janeiro – R$ 1,98
26 de janeiro - R$ 2,08
8 de fevereiro – R$ 2,25
18 de fevereiro – R$ 2,48
1º de março - R$ 2,60
9 de março - R$ 2,84
20 de março - R$ 2,69
25 de março - R$ 2,59
16 de abril – R$ 2,64
1º de maio – R$ 2,59
12 de junho – R$ 2,53
6 de julho – R$ 2,69
12 de agosto – R$ 2,78
8 de outubro – R$ 2,98
26 de outubro – R$ 3,19

Diesel:
26 de janeiro - R$ 2,12
8 de fevereiro – R$ 2,24
18 de fevereiro – R$ 2,58
1º de março - R$ 2,71
9 de março - R$ 2,86
25 de março - R$ 2,75
9 de abril – R$ 2,66
16 de abril – R$ 2,76
1º de maio – R$ 2,71
6 de julho – R$ 2,81
28 de setembro – R$ 3,06
26 de outubro – R$ 3,34

Publicado em Bahia

A Bahia possui a 2ª maior taxa de desocupação do Brasil. Ao todo, 18,7% dos baianos em idade produtiva não trabalham, apesar de buscarem um emprego. O estado fica atrás somente de Pernambuco, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta terça-feira (30). O índice baiano também é bem superior à média nacional, de 12,6%.

A baiana Juliane Sailer, 21, trabalhava em Minas Gerais quando a pandemia estourou, no início do ano passado. Com o salário reduzido por causa do home office, ela teve que retornar para a Salvador, para morar com a mãe. Em julho, a jovem perdeu o emprego, mas poucos meses depois, conseguiu outro, também no setor de vendas e online. Três meses depois foi demitida novamente e, desde então, está desempregada. “Agora tô tendo que me reinventar e resolvi trabalhar com algo que sempre quis”, afirma a jovem, que investe em seu trabalho como artista.

Juliane, no período em que procurou emprego, foi considerada uma pessoa desocupada pelo IBGE. O grupo dessas pessoas teve uma leve redução se comparado ao segundo trimestre de 2021, mas chega a 1,336 milhão de pessoas na Bahia. “A pessoa desocupada é a que tomou uma providência para procurar trabalho, até a semana anterior da pesquisa, e que, se encontrasse, poderia trabalhar. Se usa esse termo porque nem sempre quem está trabalhando está empregado”, explica Mariana Viveiros, supervisora de disseminação de informações do IBGE na Bahia.

Se antigamente uma graduação universitária ou curso técnico era passaporte para o mercado de trabalho, hoje em dia a situação parece mais complicada. Ana Paula Sobral, 46, fez curso técnico de segurança do trabalho e gestão comercial, mas nunca conseguiu emprego em nenhuma das duas áreas. Desde que era mais jovem, ela trabalhava com o pai gerindo a logística no setor de transportes. Durante a vida adulta, com duas filhas para sustentar, ela conseguiu trabalhar em duas empresas desempenhando funções parecidas com as que aprendeu com o pai.

Depois de sair do último emprego, ela, que mora em Lauro de Freitas, passou cerca de dois anos, entre 2018 e 2019, procurando emprego, mas sem sucesso: “O que eu mandei de currículo não foi brincadeira. Nesses dois anos que fiquei procurando, acho que não consegui por causa da idade. Minha filha chegou a falar um dia para eu desistir, porque nessa idade eu só conseguiria trabalho se alguém me indicasse”, relembra Ana Paula.

No ano passado, ela conta que desistiu de arranjar um trabalho: “Se já não tinha antes, na pandemia foi pior ainda”, desabafa. Nesse período, ela entrou para o grupo de desalentados, isto é, a parte da população que não trabalha e nem procura por não conseguir colocação por falta de experiência ou pela idade.

A Bahia é o estado com maior número absoluto de desalentados do país desde 2012, segundo o IBGE. No estado, atualmente, são 655 mil pessoas nessa condição. Agora, Ana Paula, por falta de opção, trabalha vendendo cosméticos na empresa do ex-marido, pai de suas duas filhas, mas sem carteira assinada.

Informalidade puxa o aumento de ocupações

De cada 10 pessoas empregadas hoje na Bahia, seis são informais. Do segundo para o terceiro trimestre de 2021, o estado registrou saldo positivo de 355 mil novos postos de trabalho, desses, 233 mil sem carteira assinada. No terceiro semestre deste ano, esse grupo chegou a 3,226 milhões de pessoas.

O aumento da informalidade no mercado de trabalho baiano, em termos absolutos, foi puxado com mais força pelos trabalhadores por conta própria sem CNPJ. O aumento foi de 83 mil pessoas entre o segundo e terceiro trimestre. Yago Castro, 29, é uma dessas pessoas. Seu primeiro emprego, há 10 anos, foi como auxiliar administrativo em uma empresa hospitalar. Lá, chegou a ganhar dois salários mínimos. Mas, há dois meses, foi demitido.

Deu entrada no seguro desemprego e, desde então, se desdobra para conseguir se sustentar. Ele, que vive na Cidade Baixa com a mãe, transformou o hobby de cuidar de plantas em empreendimento próprio e agora vende arranjos pelo Instagram.

“Mas agora eu sinto que só estou trocando dinheiro”, desabafa Yago. Ele conta que conseguiu cerca de 500 reais com o novo trabalho, mas que o roubo do cilindro do ar condicionado do seu carro também pesou no bolso. O jovem tem planos de expandir o empreendimento das plantas, que cultiva dentro da própria casa.

“A pandemia teve efeitos bem fortes no ano passado, as pessoas pararam de trabalhar. Agora a gente tem uma recuperação da ocupação, mas puxada pela informalidade, porque ainda não há um dinamismo econômico suficiente para oferecer vagas formais de trabalho”, elucida Mariana Viveiros. Ainda segundo ela, este é um movimento clássico de retomada pós crise, em qualquer lugar. Segundo o IBGE, o número de pessoas desocupadas registra queda desde o terceiro trimestre do ano passado.

A supervisora também fala sobre o cenário do mercado local, que costuma absorver mais empregados informais historicamente. “Essa realidade é observada no país inteiro, mas, alguns mercados de trabalho, como o baiano, que já têm uma informalidade elevada independentemente de pandemia, esse movimento é ainda mais forte”, exemplifica Mariana.

Poder aquisitivo diminui com a informalidade

O rendimento médio dos trabalhadores na Bahia ficou em R$ 1.538 no terceiro trimestre de 2021, este representa o mais baixo índice para o estado em nove anos de série histórica. Mariana Viveiros afirma que a queda é decorrente direto do aumento dos postos de trabalho informais: “O crescimento da informalidade ajuda a puxar o rendimento médio para baixo, porque as pessoas ganham menos”.

Keyla da Silva, de 53 anos, sente isso na pele. Ela começou a trabalhar aos 17 anos e conta que já vendeu de tudo desde então, de roupas a produtos hospitalares. Em 2017, Keyla, que é natural do estado de São Paulo, mas mora na Bahia há 20 anos, se formou em administração, mas conta que nem assim a sua situação no mercado de trabalho melhorou.

Ela conta que devido à idade, tem dificuldade de conseguir emprego no setor de vendas e que uma vez chegou a ouvir que “mulher na área comercial só é contratada até os 40 anos”. Sem emprego formal desde que a loja em que trabalhava fechou no início deste ano, Keyla diz que nunca parou de mandar currículo.

Atualmente, ela atua vendendo produtos alimentícios, como camponatas, mas que não é suficiente para sustentá-la. Seu marido, que chegou a ser supervisor de vendas de multinacionais, também perdeu o emprego e hoje é motorista de uber. Os dois moram em Lauro de Freitas.

“Tivemos uma perda de poder aquisitivo enorme. A nossa sorte hoje é que temos casa própria e não precisamos pagar aluguel”, desabafa. Keyla revela que pensa em conseguir um empréstimo e abrir seu próprio negócio, mas que não se sente segura, devido à crise econômica. “Eu e meu marido brincamos que vendemos tudo, só falta vender caixão”, descontrai.

Publicado em Bahia

O decreto que torna obrigatória apresentação de documento de vacinação contra covid-19 para usar transporte rodoviário intermunicipal foi publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (25). A medida valerá a partir de 10 de dezembro, tanto para transporte público quanto privado.

De acordo com o decreto 20.897, “a utilização dos serviços de transporte coletivo rodoviário intermunicipal de passageiros, público e privado, nas modalidades regular, fretamento, complementar, alternativo e de vans, a partir de 10 de dezembro de 2021, fica condicionada à apresentação do documento de vacinação fornecido no momento da imunização ou do Certificado Covid obtido através do aplicativo Conect SUS do Ministério da Saúde”.

O passageiro adulto vai precisar comprovar que já recebeu as duas doses da vacina, ou dose única, no caso da Janssen. No caso de adolescentes, precisará mostrar que tomou uma dose, respeitando o prazo de agendamento para a segunda. A terceira dose será exigida conforme o público seja alcançado na campanha.

O cumprimento do decreto será fiscalizado pela Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba).

Nesta semana, o governo baiano já havia determinado, também via decreto, que a partir de 1º de dezembro será preciso comprovar vacinação completa para poder ter atendimento presencial em serviços públicos, como Detran, e também visitação em hospitais públicos e penitenciárias.

Publicado em Bahia

“Depositei na urna, nesta quarta-feira (24), junto com o meu voto, a esperança de que meus colegas advogados escolham com a consciência da importância da OAB/BA para suas vidas. Que busquem avaliar se a nossa instituição está realmente lhes representando, neste momento em que a maioria passa por grandes dificuldades para exercer a sua profissão, enquanto a Ordem permanece omissa, muda diante da situação”, afirmou o candidato Dinailton Oliveira, após votar, na seção nº 4, às 10h, nas eleições para renovação da diretoria, no Centro de Convenções de Salvador, na Praia de Armação.

Dinailton questionou se os advogados estão satisfeitos “com esse Poder Judiciário desestruturado, que não permite uma prestação jurisdicional decente e o respeito às prerrogativas”, e criticou a falta de ação do grupo, “esse feudozinho”, que está na direção da OAB há 9 anos “sem nada fazer pela categoria. Deixaram os colegas, especialmente a advocacia jovem, órfãos, desde antes da pandemia. A Ordem só tem servido para arrecadação da anuidade”.

Segundo Dinailton, uma das coisas que mais o entristeceu neste momento de pandemia, foi saber que centenas de colegas tiveram que assinar um atestado de pobreza para receber uma cesta básica no valor R$ de 70. “A que ponto chegamos. Uma situação que se contrapõe com as campanhas milionárias realizadas pelas candidatas situacionistas, com comitês luxuosos e festas para tentar obter votos dos mais desavisados, numa demonstração inequívoca do abuso de poder político e econômico”.

O candidato disse que está com a consciência tranquila quanto a “abrir os olhos dos advogados” sobre o caos vivenciado pela advocacia baiana, constatado, inclusive, quando percorreu “os quatro cantos do estado, conversando com cada um dos meus colegas. Fiz uma campanha de abnegados, simples e modesta, gastando do meu próprio bolso porque, o meu propósito foi sempre o de lutar pela categoria. Por isso, não fugi ao enfrentando ao Poder Judiciário quando estive presidente da OAB no período de 2004 a 2006. “Fiz e continuarei a fazer, se assim meus colegas o desejarem".

Publicado em Bahia

Caso as pessoas não procurem os postos de saúde para completar o esquema vacinal contra a Covid-19, a Bahia vai atingir em breve a marca de 3 milhões de baianos que não estão com a vacinação em dia. Até a manhã dessa quarta-feira (24), são mais de 2,9 milhões de atrasados entre segunda dose e dose de reforço. E a vacina que está guardada esperando essas pessoas pode ser perdida.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), do total do público que está com a segunda dose em atraso, 341.494 tomaram a vacina Coronavac; 358.796 Oxford/AstraZeneca; e 1.219.490 Pfizer/BioNTech. Em relação à dose de reforço, 1.013.074 de pessoas já poderiam ter ido a uma unidade de saúde.


E caso as pessoas não retornem aos postos de saúde para tomar a vacina, as doses podem ser perdidas. Segundo a diretora da vigilância epidemiológica do Estado, Márcia São Pedro, as doses enviadas da Pfizer, por exemplo, precisam ser aplicadas no prazo de até 31 dias, por conta das especificidades no armazenamento.

“Uma vez enviadas aos municípios, as doses só mantêm a validade em temperatura positiva pelo prazo de até 31 dias. Por isso, é tão importante que a população esteja atenta a esse retorno e compareça aos postos de vacinação para concluir o esquema vacinal contra a Covid-19”, pontua.

Leia mais: Salvador precisa vacinar 90% da população para ter Carnaval seguro, diz Fiocruz

A Sesab não informou se alguma dose de Pfizer ou de outro fabricante de vacina chegou a ser perdida por esse motivo. Para a Secretária da Saúde do Estado, Tereza Paim, as pessoas devem buscar ter a imunização completa, pois é isso o que garante maior proteção contra a doença.

“É importante que as pessoas busquem as unidades de saúde para se vacinarem contra a doença, incluindo também a dose de reforço. O esquema completo de vacinação dá uma maior garantia de defesa contra a doença”, ressalta. Ela ainda destaca que a principal medida para conter o avanço da Covid-19 é a imunização.

Algumas cidades da Bahia, como Salvador, oferecem a opção de vacinação no formato drive thru (Foto: Otávio Santos/Secom)
Leia mais: Hospital Roberto Santos tem surto de covid-19 e pacientes são transferidos

Situação na capital também é preocupante
O problema vivenciado no estado é refletido na capital. Em Salvador, dentre as pessoas com 12 anos ou, mais habilitadas para o recebimento da 1ª dose, mais de 70 mil ainda não compareceram aos postos para iniciar o ciclo vacinal. Outras 283 mil estão com o fechamento do esquema atrasado, e cerca de 156 mil ainda não foram tomar a dose de reforço.

Passados dez meses do início da Campanha de Vacinação contra a Covid-19 na cidade, o número de não vacinados chama a atenção e acende o alerta vermelho da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). O titular da pasta, Leo Prates (PDT), afirma que os números são alarmantes e apela para que as pessoas busquem o imunizante para evitar uma nova onda da doença na cidade.

“Este é um número que muito nos preocupa, e é um cenário que já estamos acompanhando na Europa, chamado de 'pandemia dos não vacinados’. Na Alemanha, França, Dinamarca e Áustria, por exemplo, o aumento do número de casos, internações e mortes, atualmente, são de pessoas que não se vacinaram contra o vírus, e não queremos isso em Salvador. Por isso estamos fazendo um forte apelo para população comparecer ao ponto de imunização”, destacou.

Segundo o secretário, a Prefeitura de Salvador disponibiliza diariamente dezenas de pontos de imunização para garantir o acesso às doses da vacina (1ª, 2ª e 3ª), além do serviço de agendamento prévio, vacinação domiciliar, escolar e vacinação itinerante. Alertas também são enviados por mensagem via WhatsApp, conscientizando para a importância da iniciação e fechamento do ciclo vacinal, bem como da dose de reforço.

Leia mais: Diretora da OMS diz que mundo está entrando em quarta onda de covid-19

“Estamos nos esforçando ao máximo, de segunda a sábado, para garantir esse direito da população, mas precisamos contar com a conscientização dessas mesmas pessoas que estão sendo beneficiadas”, finalizou Prates.

Publicado em Saúde

Faltando cerca de um mês para o início das festividades de Réveillon, previstas para começar no dia 29 de dezembro, em Salvador, o prefeito Bruno Reis (DEM) e o governador Rui Costa (PT) ainda não conversaram sobre o assunto. Nesta quarta-feira (24), durante o lançamento de um programa da Prefeitura, Bruno disse que a reunião já foi solicitada e que o Carnaval também será pauta do encontro.

“Eu solicitei uma audiência com o governador e nós estamos ajustando as agendas para que a gente possa ter essa conversa. Assim que tiver, daremos conhecimento de qual é o nosso posicionamento sobre a realização desses eventos”, disse.

Em agosto, o prefeito anunciou que a festa de Réveillon teria cinco dias, começando em 29 de dezembro e seguindo até 2 de janeiro, mas frisou que a realização do evento estava condicionada ao cenário da pandemia. Nas últimas semanas, Bruno Reis disse que alguns artistas receberam propostas de outras cidades e cancelaram com Salvador e que dificilmente a festa terá cinco dias como havia sido cogitado.

“Espero ter a oportunidade de conversar com o governador sobre o Réveillon para que a gente possa tomar a nossa decisão. Enquanto isso, estou vendo o que está acontecendo no mundo, estamos avançando na vacinação e estamos ouvindo a opinião de todos para que possamos tomar a melhor decisão”, disse.

A última edição do Festival Virada Salvador, ocorrida na passagem de 2019 para 2020, reuniu 2 milhões de foliões durante os cinco dias de festa. No dia 31 de dezembro, a Arena Daniela Mercury, na Boca do Rio, recebeu cerca de 1 milhão de pessoas. O festival teve 49 apresentações artísticas e 70 horas de música.

Nesta terça-feira (23), o Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz-Bahia) enviou uma carta para a audiência pública da Câmara Municipal que debateu a possibilidade de realização do Carnaval. No documento, a instituição recomenda que 90% do público esteja vacinado e que seja exigido passaporte da vacina para que o evento ocorra com segurança. Atualmente, Salvador tem 79% da população completamente imunizada.

Publicado em Bahia

Desta segunda-feira (22) até o próximo sábado (27), a Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba) vai realizar uma série de atividades especiais por todo o estado para comemorar o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue, celebrado todo 25 de novembro. Entre as ações, estão coletas externas, horários diferenciados e atrações culturais para homenagear doadores e, principalmente, incentivar novas doações.

Na capital baiana, a festa já começou. Na manhã desta segunda, rolou apresentação musical da Banda da Guarda Civil Municipal de Salvador, na sede do Hemoba, na Avenida Vasco da Gama, para abrir alas da campanha ‘Heróis da vida real. Nosso superpoder tá no sangue!’, que também homenageia profissionais da saúde e aos doadores fidelizados que possibilitaram o funcionamento das atividades da Hemoba durante a pandemia.

Sobre isso, Fernando Araújo, diretor-geral da Hemoba, ressalta a importância do banco fixo de doadores no período pandêmico e que o momento é para agradecer estas pessoas. “A empatia do povo baiano e o empenho e compromisso dos nossos profissionais têm garantido um estoque seguro para atendimento dos quase 40 mil pacientes cadastrados no ambulatório da Hemoba, além dos pacientes transfundidos nas mais de 350 unidades de saúde da rede pública estadual”, destaca.

Coletas Itinerantes
Para facilitar as doações no período, durante a semana, a unidade móvel de coleta da Hemoba ficará estacionada no Hospital das Clínicas (HUPES), no bairro do Canela, recebendo candidatos à doação de sangue e cadastro de medula óssea em horário especial, das 8h às 17h, de terça-feira (23) a sexta-feira (26). Já os postos do Salvador Shopping e Salvador Norte Shopping, os atendimentos acontecerão de segunda (22) a sábado (27) das 9 h às 18h.

Quem pode doar?
Estão aptos para fazer a doação todas as pessoas com idade entre 18 e 69 anos, que pesem no mínimo 50 quilos, estejam em boas condições de saúde e não tenham passado por parto ou cirurgia, pelo menos, nos três meses que antecedem a doação. Para homens, o limite máximo é de doação quatro vezes por ano e, para mulheres, três vezes. Os endereços e horários dos postos fixos de coleta na capital e interior do estado e a programação completa do evento podem ser acessados no site da Hemoba..

Campanha nacional
A Semana do Doador Voluntário de Sangue do Hemoba faz parte de mais uma edição da campanha nacional ‘Hemocentros Unidos’, que reúne os hemocentros públicos do Brasil em um trabalho coletivo de conscientização e apoio à doação voluntária de sangue.
Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo também participam da iniciativa.. Na Bahia, o padrinho da campanha é o cantor Xanddy (Harmonia do Samba).

A Semana Nacional do Doador de Sangue está sendo organizada com a colaboração de vários parceiros institucionais e privados como o GACC, Embasa, Polícia Militar da Bahia, Guarda Municipal de Salvador, Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde, Hospital professor Edgar Santos (HUPES), Grupo JCPM, Be Green, Sotero, Óticas Diniz, Linus Pauling, Pizza do Pai, Picolé da Lapa, Loja Macônica União e Sabedoria, entre outros.

Publicado em Bahia

De acordo com o boletim epidemiológico desta segunda-feira (22), a Bahia registrou, nas últimas 24 horas, 172 novos casos de covid-19 e 11 mortes pela doença. O número de casos teve uma taxa de crescimento de +0,01%.

Dos 1.255.653 casos confirmados desde o início da pandemia, 1.225.692 já são considerados recuperados, 2.720 encontram-se ativos e 27.241 tiveram óbito confirmado. Os dados ainda podem sofrer alterações devido à instabilidade do sistema do Ministério da Saúde. A base ministerial tem, eventualmente, disponibilizado informações inconsistentes ou incompletas.

O boletim epidemiológico contabiliza ainda 1.614.043 casos descartados e 250.117 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia (Divep-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas desta segunda-feira. Na Bahia, 52.476 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19.

Até às 18h desta segunda, a taxa de ocupação de UTI Covid adulto no estado é de 36%, com 193 leitos ocupados dos 536 disponíveis. Enquanto a taxa de enfermaria adulto é de 22% de ocupação, com 145 internados e 646 leitos disponíveis.

Vacinação

Por conta de uma atualização no sistema de envio de dados da vacinação, apenas 62 municípios fizeram o carregamento das informações relativas ao público vacinado. Desta forma, não será possível consolidar os dados relativos à vacinação nesta segunda-feira.

Até este domingo (21), 10.952.306 de pessoas tinham sido vacinadas contra o coronavírus (Covid-19) com a primeira dose ou dose única. Esse dado representa 86,02% da população com 12 anos ou mais, estimada em 12.732.254. A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) realiza o contato diário com as equipes de cada município a fim de aferir o quantitativo de doses aplicadas e disponibiliza as informações detalhadas.

Publicado em Saúde

Uma operação contra desvios de recursos públicos nas cidades da região Sudoeste da Bahia foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (19). Foram cumpridos 11 mandados de busca, cinco de prisão e um de afastamento do exercício das funções públicas de um servidor.

Segundo informações do Ministério Público (MP-BA), a Operação Basura apura desvio de recursos públicos no município de Encruzilhada em licitação e execução superfaturada de contrato de serviços de resíduos sólidos. Uma empresa teria ganhado cerca de R$ 21,5 milhões de forma ilícita, por serviços de de locação de máquinas e execução de obras de engenharia civil, com a prestação de mão-de-obra, a diversos municípios da região.

Os mandados foram cumpridos nas cidades de Anagé, Encruzilhada, Ilhéus, Jequié, Mirante, Ribeirão do Largo e Vitória da Conquista.

A operação é realizada pelo Ministério Público do Estado da Bahia, por meio do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Promotoria de Justiça de Encruzilhada, em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal e Polícia Civil do Estado da Bahia.

Publicado em Polícia
Pagina 1 de 99