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Salvador tem condição de organizar um Carnaval em 3 meses, diz Bruno Reis

Salvador tem condição de organizar um Carnaval em 3 meses, diz Bruno Reis

O prefeito Bruno Reis afirmou nesta terça-feira (14) que ainda está cedo para falar da realização do Carnaval, mas destacou que Salvador tem condição de organizar a folia no prazo de três meses e que discussão terá início em outubro. A fala aconteceu durante evento de apresentação de um app que vai oferecer um "passaporte da vacinação" para cidadãos de Salvador.

"Vamos aguardar o mês de setembro", disse Bruno, citando preocupação com a variante delta, que já teve casos registrados na Bahia. "No início de outubro, vamos começar a dialogar com setores envolvidos. A prefeitura tem condições de realizar um Carnaval em 3 meses", garantiu.

"O setor precisa de um tempo mínimo para organizar a festa, então nós vamos discutir como será esse Carnaval. Fizemos essa discussão no ano passado e tomamos a decisão de não realizar. Depois, vimos que foi uma decisão acertada diante do avanço da pandemia no mês de fevereiro. Agora, vamos fazer o mesmo processo e espero que a realização seja possível, tanto do Carnaval quanto do Festival da Virada, festas tão importantes para a nossa cidade", acrescentou Bruno Reis.

Em agosto, de olho na volta de eventos e também, a longo prazo, nas grandes festas de Salvador, a prefeitura organizou um evento teste no Centro de Convenções.

O modelo do carnaval de Salvador de 2022 ainda é incerto, mas as autoridades já deram algumas pistas – ele pode ocorrer em espaços fechados. Segundo o presidente da Empresa de Turismo de Salvador (Saltur), Isaac Edington, o formato da festa deve seguir o do Festival da Virada, anunciado pelo prefeito. Serão cinco dias de festa, de 29 de dezembro a 2 de janeiro, no Centro de Convenções, mesmo local onde será realizado o evento-teste.

Itens relacionados (por tag)

  • Praça Cayru recebe exposição ao ar livre

    Lembra daquelas vaquinhas coloridas que se espalharam por Salvador há dois anos? Os mesmo produtores daquela exposição estão trazendo hoje para a cidade a mostra 17 ODS Para um Mundo Melhor, inspirada nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) criados pela Organização das Nações Unidas (ONU). As obras serão exibidas na Praça Visconde de Cayru, no Comércio, até 12 de outubro.

    O evento, gratuito, chega à cidade depois de passar por São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, e tem 18 esculturas de globos terrestres ilustrados por artistas convidados. A 18ª criação é do baiano Menelaw Sete, convidado para pintar a peça que vai representar o "ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis: Assegurar Padrões de Produção e de Consumo Sustentáveis. Menelaw vai finalizar a pintura da obra na abertura da exposição, em uma live painting nesta segunda-feira (13), 9h30, transmitida pelo perfil @17odsparaummundomelhor, no Instagram.

    "Fico muito lisonjeado nesta exposição, porque vivemos um momento em que o planeta está mesmo estagnado em sua essência, passando por um impacto ambiental negativo. Os recursos naturais estão escassos, florestas pegando fogo... Mas a exposição serve para alertar a sociedade", diz Menelaw, único baiano convidado. Ele foi um dos artistas locais que pintou uma vaca para a Cow Parade, em 2019.

    Menelaw se diz preocupado com questões sócio-ambientais e faz recomendações de acordo com a ODS 12: "Ela trata de consumismo. Precisamos parar um pouco e consumir só o necessário. Isso vale para a luz, para a água potável... Fiz a opção pelo consumo responsável", revela o artista.

    "Precisamos comer de forma ordenada porque as empresas e indústrias usam muitos agrotóxicos e isso deixa o solo infértil", alerta Menelaw.

    A artista catarinense Giovanna Nucci, que vive em São Paulo, seguiu a ODS 6, sobre água limpa e saneamento. Ela diz que a experiência de participar da exposição lhe permitiu entender que pode, através da arte, motivar as pessoas a se conscientizarem sobre o planeta. "Trabalho basicamente com a fotografia, então fiz praticamente uma escultura fotográfica. Fiz um movimento virtual e pedi a pessoas que me enviassem algo que definisse o que é a água para elas", revela a artista.

    Giovanna diz que realizou uma espécie de "escultura fotográfica". Para isso, colou no globo imagens que as pessoas enviaram, além de textos e peixinhos feitos de plástico reciclado.

    Catherine Duvignau, CEO da Toptrends, empresa que organiza a exposição, diz que o objetivo da mostra é incentivar as pessoas a pessoas a se engajarem na implementação dos 17 ODS. “Através da arte, vamos convidar a todos a refletirem sobre o papel de cada um de nós na construção de um mundo sustentável e mais inclusivo”, diz.

    Segundo a executiva, as empresas hoje estão muito dedicadas a questões ambientais. "Elas estão obrigadas a cumprir determinadas metas até 2030. Então, esta preocupação não é da boca pra fora. A Colgate, por exemplo, pretende, até 2025, usar embalagens recicláveis, pretendem ser pioneiros", revela Catherine, citando a patrocinadora da exposição.

    Obras: Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

    ODS 1 – Erradicação da Pobreza | Artista: Coma Cost

    ODS 2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável| Artista: Alexandre Truff

    ODS 3 – Saúde e Bem-Estar | Artista: Fabiano Al Makul

    ODS 4 – Educação de Qualidade | Artista: Pomb

    ODS 5 – Igualdade de Gênero | Artista: Priscila Barbosa

    ODS 6 – Água Potável e Saneamento | Artista: Giovanna Nucci

    ODS 7 – Energia Limpa e Acessível | Artista: Cris Campana

    ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico | Artista: Beatriz de Carvalho

    ODS 9 – Indústria, Inovação e Infraestrutura | Artista: Nando Zenari

    ODS 10 – Redução das Desigualdades | Artista: Gabriele Rosa de Novaes

    ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis | Artista: MARAMGONÍ

    ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis | Artista: Menelaw Sete

    ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis | Artista: Mundano

    ODS 13 – Ação Contra a Mudança Global do Clima | Artista: Fernanda Eva

    ODS 14 – Vida na Água | Artista: Binho Ribeiro

    ODS 15 – Vida Terrestre | Artista: Clara Leff

    ODS 16 – Paz, Justiça e Instituições Eficazes | Artistas: Paola Lopes e Glauco Diogenes (GDS)

    ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação | Artista: SHN

    Serviço:

    17 ODS para um Mundo Melhor

    Abertura: 13 de setembro até 12 de outubro de 2021

    Local: Praça Visconde de Cairu, Comércio, Salvador - BA

    Grátis

  • Homem nu com faca e galinha na mão xinga moradores na Barra

    Um homem nu segurando uma faca e uma galinha assustou moradores da região da Barra na noite do sábado (11). Falando palavras desconexas e xingando muito, ele parecia usar a faca para cortar o animal já morto, mostram imagens feitas por moradores.

    A cena aconteceu por volta das 20h30. Ele andou em direção ao Barravento, cerca de 20 minutos depois voltou andando em direção a Ondina, sempre com a galinha na mão. Todo o tempo ele estava gritando. O local estava relativamente movimentado - depois das 19h, o número de pessoas diminui na região. Nas imagens, é possível ver ciclistas, motos e carros passando, além de algumas pessoas evitando se aproximar.

    Moradores contam que uma viatura da polícia estava estacionada do outro lado da rua, em frente ao Cristo, mas os policiais não tomaram nenhuma medida. "Em relação à segurança tenho observado que a polícia está presente sim, mas nos horários movimentados", conta uma moradora. Ela relaciona o isolamento da pandemia com a questão mental. "Muitas pessoas desequilibradas cometendo crimes e desordens".

    "Novamente defronte ao Barravento, um homem completamente nu, com uma faca na mão e uma galinha na outra, xinga enquanto mata ali mesmo a galinha e a depena na vista de muita gente. Na sequência, sobe em direção ao clube Espanhol indiferente aos olhares de espanto e medo, nu com a galinha segura pelo pescoço em uma da mãos completamente ensanguentada e a faca na outra. Uma cena dantesca, indescritível", escreveu o produtor cultural Sergio Siqueira em um texto no Facebook em que diz que "a Barra acabou".

    A Polícia Militar foi procurada para saber qual orientação para esse tipo de situação e não recebeu retorno até o momento.

  • Mortos em festa paredão eram estudantes sem ligação com crime, dizem moradores

    Os dois jovens mortos em um tiroteio que aconteceu durante uma festa paredão na localidade da Gomeia, em São Caetano, não tinham envolvimentos com o crime, segundo os moradores da região. A Polícia Militar também diz que não há nenhuma informação de que Marco Gabriel Oliveira Mota, 18 anos de Souza e Lucas Gabriel da Conceição dos Santos, 19, tinham envolvimento com o tráfico. Além deles, uma terceira pessoa foi baleada, mas sobreviveu.

    De acordo com os moradores, os dois rapazes mortos eram jogadores de um time do bairro que momentos antes disputou um campeonato de futebol no Campo Paraíso, local dos disparos. "Eles jogaram e depois foram para casa, tomar banho e almoçar. Em seguida, voltaram para o campo, onde estavam algumas pessoas que ficaram bebendo após o jogo. É a única diversão que os têm aqui. Eles se reúnem para beber", disse um morador.

    Marco Gabriel era estudante de engenharia mecânica da Unime e jovem aprendiz do Banco do Nordeste, segundo familiares. Já Lucas Gabriel fazia curso técnico de radiologia.

    O comandante da 9° Companhia Independente da Polícia Militar (Pirajá), major Elison Oliveira, diz que as vítimas foram mortas numa festa de paredão realizada pelo tráfico da região depois da partida. "A festa foi promovida por uma facção. Então, o grupo rival resolveu atacar, atirando para todos os lados. No entanto, não temos informações de que as vítimas tinham envolvimento com o tráfico", disse o major.

    Bandidos encapuzados
    Uma testemunha do ataque disse que os bandidos estavam encapuzados. "Eles estavam com os rosto cobertos. Era bem uns dez caras. Uma parte chegou a pé e a outra dividida em um carro e motos" contou.

    Os bandidos chegaram ao Campo do Paraíso pela Rua do Marisco. "Deram muito tiro. Estava vendendo água e cerveja no isopor com a minha esposa. Foi um desespero. Tinha cápsula de pistola 380 e ponto 45 para todos os lados", relembrou um ambulante.

    Um outro ambulantes relatou o drama. "Foi gente correndo para todos os lados. Havia mais de duas mil pessoas. Pense no desespero das pessoas? Teve gente que na fuga saiu pisando em outras pessoas", contou.

    Quem chegava ontem à Golmeia foi surpreendida com o pânico das pessoas. "Eu tinha acabado de chegar do trabalho e tudo que eu queria era descansar na minha casa, mas quando acabei de descer no final de linha, as pessoas corriam gritando: 'não desce, não desce. Tiro, tiro, tiro na Golmeia'. Então, fiquei lá mesmo. Só fui pra casa uma hora e meia depois, quando a polícia tinha chegado", contou um pedreiro que mora no bairro.

    Depois do crime, os ônibus chegaram a parar de circular na região da Gomeia, mas retornaram por volta das 9h. Há uma base móvel da PM no largo da Gomeia e viaturas da Rondesp circulam pelo bairro. De acordo com a PM, o policiamento foi reforçado para aumentar a segurança de moradores e rodoviários.

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