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Terça-feira, 20 de Abril 2021
10:21:40pm
Confira calendário das lives para curtir o carnaval de Salvador em casa

Confira calendário das lives para curtir o carnaval de Salvador em casa

O carnaval de Salvador não acontecerá neste ano, mas a alegria dos foliões continua. Por causa da pandemia do covid-19, os desfiles de trios, blocos e festas de rua foram suspensos para evitar aglomerações. Apesar disso, artistas baianos anunciaram lives nos dias de comemoração da folia.

Confira calendário com todas as lives a partir desta quinta (11) à segunda-feira (15), para curtir o carnaval em casa.

Quinta-feira (11)
Sarajane e Alexandre Leão – Live Vamos Abrir a Roda
19h | YouTube
A Dama, La Fúria, Lincoln & Duas Medidas e O Poeta – Live Mistura Perfeita
20h | YouTube de La Fúria, Lincoln e O Poeta
Grupo Miudinho, com participação de Xande de Pilares e outros artistas – Live Bloco Alvorada
21h30 | YouTube
Sexta-feira (12)
Davi Moraes, Gilsons, Luedji Luna e outros artistas – Live Moraes Canta Moreira
19h | YouTube
Sarajane e Buk Jones – Live Vamos Abrir a Roda
19h | YouTube
Daniela Mercury – Carnaval Virtual da Rainha
20h30 | YouTube
Cheiro de Amor – Live Cheiro no Brasil
20h30 | YouTube
Sábado (13)
Chiclete com Banana – Live do Voa Voa
16h | YouTube
Ivete Sangalo e Claudia Leitte – Live O Trio
17h30 | YouTube de Ivete e Claudia
Sarajane e Mirela Bastos – Live Vamos Abrir a Roda
19h | YouTube
Harmonia, Léo Santana e Parangolé – Live Encontro
21h | YouTube
Domingo (14)
Os Barões da Pisadinha e Matheus & Kauan – Live Camarote em Casa
14h | YouTube
Bell Marques – Live Camaleão
16h | YouTube
ÀTTØØXXÁ – Bailaum BLVCK BVNG live
17h | YouTube
Segunda-feira (15)
Psirico – Muquilive (As Muquiranas)
17h | YouTube

Itens relacionados (por tag)

  • Feriado de Tiradentes: veja o que abre e o que fecha em Salvador em 21 de abril

    Os shoppings centers de Salvador não funcionarão com comércio de forma presencial nesta quarta-feira (21), feriado de Tiradentes. Embora a prefeitura tenha liberado, com medidas de restrição, o funcionamento dos estabelecimentos de terça a sábado, a determinação não engloba feriados. Com isso, as lojas, quiosques e outros serviços considerados não essenciais estarão fechados.

    Serviços de drive-thru, entrega por delivery, comércio de alimentos e supermercados irão abrir com medidas de restrição [Confira abaixo a lista com os horários de funcionamento dos estabelecimentos neste feriado].

    O transporte público em Salvador seguirá com as medidas adotadas pela prefeitura implantadas desde segunda-feira (19). A restrição de circulação nas ruas está proibido das 21h às 5h e a mudança será válida até 26 de abril.

    Academias, igrejas e hotéis não terão restrições de funcionamento. Já as praias, cinemas e os teatros seguem suspensos.

    A prefeitura informou também que a vacinação contra a Covid-19 seguirá na quarta-feira, e profissionais da Educação passarão a ser imunizados.

    SHOPPINGS
    Salvador Shopping
    Bompreço: das 8h às 20h;
    Espaço Gourmet: das 11h às 20h;
    Drive Thru: não funcionará
    Delivery: das 10h às 22h;
    Plataforma Salvador Shopping Online: das 10h às 21h:
    Lojas e quiosques não funcionarão.


    Salvador Norte Shopping
    Drive Thru: não funcionará;
    Delivery e Plataforma Salvador Norte Online: das 10h às 22h;
    Lojas e quiosques não funcionarão.

    Shopping Bela Vista
    Drive-thru: das 13h às 19h;
    Delivery: até as 23h.
    Lojas e quiosques não funcionarão

    Shopping Barra
    Restaurantes e drive thru: até as 20h;
    Lojas e quiosques não abrirão.

    Shopping da Bahia
    Academia Bodytech: das 10h às 13h, com acesso independente pelo estacionamento D5;
    Alimentação: sistema delivery

    Shopping Center Lapa
    O centro comercial estará fechado

    Shopping Itaigara
    Fechado na quarta-feira

    Shopping Paralela
    Delivery: 10h às 23h
    Drive Thru: 10h às 20h
    Serviços Essenciais: Estúdio Face - 10h às 20h;

    Shopping Paseo
    Restaurantes: das 12h às 20h, com acesso independente

    Boulevard Shopping Camaçari
    Lojas, salão de beleza e barbearia: C&A, Renner, Riachuelo, Le Biscuit e Americanas – das 12h às 19h;
    Demais lojas, salão de beleza e barbearia: das 14h às 19h;
    Academia: das 8h às 14h;
    Praça de alimentação: das 12h às 19h (após esse horário, somente por delivery);
    Delivery e "retire aqui": funcionamento normal por meio das plataformas digitais.
    Cartório, Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC), cinema e espaços de lazer: não funcionarão nesta quarta-feira.

    SUPERMERCADOS

    Parque Shopping Bahia
    Funcionará das 12h às 20h30. Na quinta-feira (22), as atividades retornam ao seu funcionamento normal, das 10h às 20h30.

    Assaí
    As lojas da Calçada, Paripe, Mussurunga, Golf Club e Lauro de Freitas funcionam normalmente das 6h às 20h30.

    Extra
    As unidades da Vasco e da Rótula do Abacaxi funcionam das 7h às 20h30. A loja Extra Paralela funciona das 6h as 20h30.

    Pão de Açúcar
    Unidade Costa Azul funciona das 7h às 20h, enquanto que a unidade do Shopping da Bahia estará fechada.

    Ferreira Costa
    Fechado nesta quarta-feira.

  • Ex-prefeito de Salvador, João Henrique, e ex-secretário Bacelar terão que devolver mais de R$ 40 milhões aos cofres públicos

    O ex-prefeito de Salvador, João Henrique Barradas Carneiro e o ex-secretário de Educação, Cultura, Lazer e Turismo (Secult), João Carlos Bacelar Batista, terão que devolver aos cofres municipais, R$ 47,7 milhões por causa de irregularidades e desvio de recursos em convênios celebrados com a ONG Fundação Pierre Bourdieu, nos anos de 2011 e 2012. A decisão cabe recurso.

    Segundo o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), que julgou na sessão desta terça-feira (20), por meio eletrônico, um relatório de auditoria realizada sobre os quatro convênios que foram celebrados pela prefeitura com a fundação, envolvendo um total de R$ 115 milhões. Cada um deles também terá que pagar, ainda, uma multa de R$50 mil.

    O conselheiro José Alfredo Rocha Dias, que relatou o processo de análise da auditoria, em seu voto – aprovado à unanimidade – determinou a formulação de representação ao Ministério Público Estadual contra os gestores, para que o MPE possa avaliar a utilização dessas conclusões em ação civil de improbidade administrativa já ajuizada.

    De acordo com o Tribunal de Contas dos Municípios, será encaminhada, ainda, uma cópia do processo à Polícia Federal e Polícia Civil do Estado da Bahia – que investigou o caso na Operação “Prometheus” – para informação e eventuais ações.

    O Ministério Público de Contas sugeriu a aplicação de multa e a penalidade de ressarcimento com recursos próprios dos dois gestores, de R$47.728.542,43. Recomendou, ainda, a formulação de representação ao Ministério Público (MP-BA) para apurar atos enquadrados com crime ou improbidade administrativa.

    O G1 tentou, mas não conseguiu contato com o ex-prefeito João Henrique. Já João Carlos Bacelar Batista, disse que ainda não teve acesso à decisão.

    "Ainda não tive acesso à decisão. Mais do que o respeito que tenho ao TCM, o que importa é a minha consciência tranquila. Nunca pratiquei atos impróprios ao bom desempenho da administração pública. A minha passagem pela Secretaria de Educação é reconhecida e aplaudida até hoje, principalmente pelos professores e pais de alunos. Quando for notificado, me defenderei tranquilamente", disse em nota enviada pela assessoria de imprensa do ex-secretário da Secult.

    Motivos da auditoria
    A auditoria foi instaurada pelo TCM após a constatação de que os repasses oriundos dos convênios celebrados com a ONG apresentavam significativas diferenças entre os montantes declarados no Sistema SIGA, do tribunal e os valores constantes da documentação que compunha as prestações de contas.

    O órgão detalhou que embora a soma dos recursos previstos para a execução dos quatro convênios fosse de R$ 115.964.476,93, foram encaminhados para análise do tribunal documentos relativos ao emprego de apenas R$ 33.913.135,99.

    O relatório elaborado pelos auditores do TCM apontou a existência de diversas irregularidades e vícios na celebração e execução dos convênios, “além da patente falha e precariedade das prestações de contas”.

    Também chamou a atenção da equipe de auditoria a falta de acompanhamento e fiscalização da execução dos convênios por parte da Secult e, também, pela Controladoria Geral do Município.

    O Tribunal de Contas dos Municípios revelou que o documento mostra que, entre os meses de junho e dezembro de 2012, foram contratados, em média, 1.382 profissionais para as atividades de “Analista, Coordenador de Recursos Humanos, Coordenador de Departamento Pessoal, Assistente Didático-pedagógico, Assistente A, Auxiliar de Desenvolvimento Infantil, Auxiliar de Secretária, Auxiliar de Serviços Gerais, Auxiliar de Apoio, Assistente de Manutenção, Motorista e Porteiro”.


    Confira as ilegalidades apontadas pelo relatório:

    Direcionamento na escolha do convenente para formalização dos instrumentos de cooperação técnica;
    Utilização incorreta do instrumento de convênio para a realização de cooperação técnica com uma Organização não Governamental;
    Ausência de documento comprobatório de notificação à Câmara Municipal relativo às celebrações dos Convênios;
    Ausência de documentos obrigatórios à celebração dos convênios;
    Fraudes na documentação fiscal de R$ 14.289.458,81;
    Comprovantes de despesas apresentados com irregularidades na Autorização para Impressão de Documentos Fiscais – AIDF;
    Contratação de pessoal, mesmo após a denúncia do convênio.
    Transferência de recursos financeiros à entidade, efetivada após a denúncia do convênio;
    Ausência de parecer técnico e de ação fiscalizadora por parte da Secult na execução dos convênios;
    Ausência de documentos essenciais para a composição das prestações de contas;
    Realização de despesas em desacordo com o previsto nos planos de trabalho;
    Divergência entre as informações constantes no CNPJ e em Notas Fiscais emitidas pelas empresas;
    Ausência de comprovação de despesas de R$ 12.934.741,11;
    Terceirização irregular de mão de obra de R$ 26.819.611,39;
    Desvio de função dos prestadores de serviços;
    Recibos de pagamento dos prestadores de serviços autônomos com dados incompletos;
    Burla à modalidade de procedimento licitatório;
    Ausência de segregação de funções na Coordenação e na Fiscalização dos Convênios;
    Utilização de recursos financeiros de um convênio para realização de despesas atinentes a outro;
    Ausência de parecer do controle interno; uso indevido de “verba indenizatória” para pagamento de pessoal contratado pela ONG;
    A não apresentação ao TCM de prestações de contas correspondentes ao montante dos valores efetivamente repassados à ONG.

    Operação Prometheus
    Com base nas investigações realizadas pela Operação Prometheus, a ação aponta que as supostas compras de materiais e prestação de serviços das empresas contratadas pela ONG foram utilizadas pelos dirigentes e colaboradores da organização para desviar verbas públicas.

    A Operação Prometheus foi deflagrada há mais de oito anos, o presidente, três diretores e o contador da ONG Pierre Bourdieu, além de um empresário, foram presos, por suspeita de ter firmado convênios irregulares com a Secretaria Municipal de Educação e Cultura, Esporte e Lazer (Secult) e com a Universidade do Estado da Bahia (Uneb).


    A operação teve início em novembro de 2012, quando um ex-integrante da Pierre Bourdieu denunciou a falsificação de seu nome em documento referente às eleições da instituição.

    Na sede da ONG, situada no Largo dos Aflitos, foram apreendidos computadores, equipamentos eletrônicos, documentos fiscais e de créditos da Fundação Pierre Boirdieu e de empresas envolvidas com a instituição.

    Em julho de 2013, João Henrique e João Carlos Bacelar foram multados em R$ 30 mil pelo Tribunal de Contas dos Municípios. De acordo com o TCM, foram constatadas irregularidades no contrato de R$ 30 milhões firmado com a Fundação Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia, no exercício de 2012.

  • Veja como e quando ocorrerá o retorno às aulas presenciais em Salvador

    Após o Ministério Público da Bahia (MP-BA) recomendar a publicação dos critérios para o retorno das aulas presenciais, a prefeitura de Salvador e o governo do estado estabeleceram as medidas para que a educação volte presencialmente na capital e na Bahia. As atividades escolares vão recomeçar quando a taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) específica para covid-19 estiver menor ou igual a 75% por cinco dias consecutivos.

    Segundo o secretário municipal de educação de Salvador, Marcelo Oliveira, a probabilidade é que esse índice seja atingido em duas semanas na capital baiana. “Minha expectativa é que nessas próximas semanas tenhamos as condições objetivas para o retorno, mas, a data exata, se vai ser 2 de maio ou no dia 17, isso o prefeito vai ter que alinhar com os secretários de saúde do município e do estado e com o governo do estado", explica o secretário.

    O retorno das aulas ocorrerá concomitantemente com a vacinação dos professores e trabalhadores da educação. A previsão é que nesta semana se inicie a imunização dessa categoria, a começar pelos que têm entre 55 e 59 anos. Os cinco dias consecutivos com taxa de 75% só começam a valer a partir do início da vacinação desses profissionais. Além disso, há uma margem de erro de 5%, ou seja, a taxa pode estar em 80%, mas, se outros critérios estiverem em baixa, é possível reabrir.

    O secretário explica que essa tolerância de até 5% vale desde que o município registre, por três dias consecutivos, pelo menos duas das seguintes condições: estabilidade ou queda na ocupação de leitos exclusivos de UTI covid-19 adultos; na média móvel de novos casos confirmados; na média móvel de casos ativos ou na taxa de transmissão da covid-19 e incremento no percentual de professores vacinados contra covid-19.

    Essas mesmas taxas serão acompanhadas por escola e serão monitorados e divulgados pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS). “A ideia é ver o impacto da reabertura em cada escola, mas ainda não sabemos exatamente se isso terá significado, porque é um estudo a partir dos resultados, em que vamos testar nossas hipóteses. O que a gente sabe é que a volta às aulas não tem impacto na curva de contágio”, esclarece.

    Oliveira reforça que os protocolos sanitários e pedagógicos continuam os mesmos, como já divulgados pelo CORREIO e que todas as 432 unidades escolares municipais já foram adequadas às normas sanitárias. A princípio, não haverá mudança no calendário letivo de 2020/2021.

    Critérios
    O governo da Bahia detalha que as salas de aula devem ter, no máximo, 50% da capacidade e autorizou 19 cidades a fazerem o retorno semipresencial. No entanto, a Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) não tem uma previsão sobre a data de retorno. Atualmente, em Salvador, a taxa está em 77%, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador (SMS), e, na Bahia, em 82%, segundo painel epidemiológico da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

    Além desses critérios, o município considera o avanço do processo de vacinação da população em geral de Salvador. O documento cita que isso “se constitui em fator de grande relevância para a avaliação da possibilidade de retomada das atividades escolares”. Até o momento, são 477.907 pessoas vacinadas com a primeira dose em Salvador e 150.878 de segunda dose. Esses quantitativos representam 16,5% e 5,2% do total da população, respectivamente.

    A prefeitura ainda pontua que as atividades escolares presenciais poderão ser suspensas se, em 14 dias após a reabertura, a taxa de ocupação de leitos de UTI de covid-19 adultos ficar superior a 80%. A escolha para o retorno presencial pelas unidades escolares será facultativa.

    Escolas planejam retorno assim que permitido
    O Grupo pela Valorização da Educação (GVE), que representa cerca de 60 escolas particulares de Salvador e Lauro de Freitas, deseja a retomada. “Todas as escolas do GVE estão prontas e querendo iniciar logo que seja liberado”, garante o porta-voz do GVE, Wilson Abdon, diretor do Colégio Perfil.

    É o caso do Villa Global Education, escola na avenida Paralela e Litoral Norte. Segundo a CEO Viviane Brito, o retorno das aulas será assim que for possível. Até o momento, o ensino tem sido por aulas virtuais. “Vamos voltar imediatamente, porque as crianças e jovens já não aguentam mais e estamos preparados desde julho do ano passado, com toda a equipe formada”, diz Viviane.

    Até uma enfermaria específica para casos suspeitos e confirmados de covid-19 a escola criou, para garantir o cumprimento e isolamento dos alunos e colaboradores infectados. O monitoramento dos casos será feito por meio do preenchimento de um questionário diário, obrigatório para que os alunos entrem na unidade. Além disso, um chefe de segurança fará a fiscalização dos espaços do colégio para assegurar o cumprimento dos protocolos sanitários. As aulas presenciais serão facultativas, com até 50% da capacidade da sala, em dias alternados. A adesão dos pais pela modalidade é de 80%.

    O Movimento Volta às Aulas Salvador, formado por mais de 500 pais de alunos da capital baiana, também apoia o retorno. “Achamos positivo que os governos estabeleçam os índices epidemiológicos objetivos. Esta cobrança já era feita desde há muito tempo, inclusive com ação judicial em curso especificamente sobre isso, desde março. Os índices trazem previsibilidade nas políticas públicas, e permitem que a sociedade como um todo possa se preparar”, defende um integrante do movimento, o advogado Edgard Freitas.

    O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (Sinepe-BA) aprova a publicação dos critérios. “É um avanço, porque era muito frustrante estarmos fazendo investimentos em protocolos e adaptações e não sabermos até que ponto seríamos autorizados a funcionar, então é um ponto balizador muito positivo e demonstra uma transparência das autoridades”, avalia o presidente do Sinepe-BA, Jorge Tadeu Coelho.

    Coelho diz que, pelo semestre letivo já estar na metade, já encaminhado para o final, nenhuma escola vinculada ao sindicato demonstrou ainda vontade de retornar presencialmente. O Sinepe não exige que a vacinação dos professores seja feita antes do retorno, mas pontua que deve haver um acompanhamento dos índices em relação à categoria, para não haver uma culpabilização das escolas pelo aumento dos índices de covid-19.

    Sindicatos desaprovam retorno antes da vacina
    Ao contrário do que defende o Sinepe-BA, o Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA), desaprova o retorno das aulas presenciais antes da vacinação. “Recebemos com estranhamento, porque, tanto o governador quanto o prefeito disseram que as aulas presenciais só retornam quando houver a imunização da categoria. Somos contrários a essa medida, ela não ajuda o setor a se recuperar e não preserva a vida”, afirma o coordenador-geral do Sinpro-BA, Allysson Mustafa.

    Para ele, valeria esperar mais um pouco, para que a vacinação contra a covid-19 avance. “É duro ficar mais de um ano sem aulas presencial, mas quem já segurou a onda até aqui, não é por conta de 30 a 60 dias, período que podemos promover a imunização e dar uma segurança, que a gente deve se apresar”, pontua.

    Segundo Mustafa, são cerca de 80 mil professores de escolas privadas na Bahia, além de 150 mil colaboradores. O Sinpro também destaca que não houve diálogo, até agora, com a prefeitura, sobre o retorno das aulas presenciais e, com o governo estadual, só houve uma reunião, no início de 2020.

    Já o Sindicato dos Trabalhadores Em Educação do Estado da Bahia (APLB), além de reforçar que só voltará às salas de aula após a vacina, afirmou que se os governos insistirem no retorno presencial, haverá greve da categoria. “Temos uma decisão de 13 mil educadores em que 95% disseram que só voltam com vacina, então se o governo insistir, teremos greve por tempo indeterminado. Não vamos deixar o povo ir para o corredor da morte, não tem como”, argumenta o presidente da APLB, Rui Oliveira.

    “Estamos com mais de 100 mortos por dia na Bahia, taxa de ocupação de leitos de UTI em 85% e a tendência é crescer. É muito fácil ficar no palácio e emitir uma decisão dessa, de forma aleatória, sem combinar com ninguém”, assegura Oliveira.

    A SMS disse que não é competência do município determinar quem se vacinará ou não. A decisão deve vir do Ministério da Saúde, que passará por um alinhamento com a Comissão Intergestora Bipartite (CIB), e depende ainda do envio das doses do imunizante.

    A Sesab reforçou que a CIB autorizou os municípios a vacinar os profissionais de educação, mas que cada município tem um cronograma. A secretaria ainda lembra que devem ser priorizados os grupos pactuados anteriormente, como os idosos acima de 60 anos e pessoas com comorbidades, mas não é obrigatório que as cidades tenham finalizado esta etapa para seguir para a imunização dos professores.

    MP espera notificação
    O Ministério Público da Bahia (MPBA) disse que ainda não foi oficialmente notificado da definição dos critérios para a retomada das aulas. “É preciso que o município relacione quais as escolas públicas da rede municipal de ensino já sofreram as adaptações necessárias, bem como, a relação atualizada das que ainda necessitam de adaptações, informando, ainda, o prazo estipulado para a conclusão das referidas providências”, ratificou o promotor de Justiça, José Renato Oliva, autor da recomendação.

    O promotor esclarece ainda que não recomendou o retorno às aulas, mas sim que se esclareçam os critérios que justificam a manutenção da suspensão das aulas presenciais. Oliva orientou no documento que, após o retorno das atividades presenciais, as secretarias municipais de Educação e de Saúde realizem inspeções sanitárias periódicas por meio da Vigilância Sanitária nas instituições de ensino e encaminhe ao MP os respectivos relatórios das visitas. O MP não retornou os questionamentos sobre a recomendação feita ao governo estadual.

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