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Bahia com Tudo

Bahia com Tudo

Um dos mais tradicionais grupos de teatro da Bahia fechará as portas. O ator e diretor Lelo Filho anunciou que a Cia Baiana de Patifaria, com seus quase 35 anos de trajetória, deixará de existir.

O grupo é responsável por espetáculos históricos como A Bofetada e Siricotico.

No post de Lelo, ele conta que o fim se deu por falta de incentivos. O projeto não passou em nenhum edital recente na Lei Aldir Blanc, nem pelo município ou estado.

"Estamos na lista de grupos de teatro que, por possuir sede, tiveram ou terão que encerrar suas atividades. Não houve quem tivesse conseguido salvar sedes de grupos artísticos, espaços culturais e, até mesmo, teatros que a cidade perdeu no último ano e meio. Hoje é, com toda certeza, um dos dias mais tristes nesses meus quase 40 anos de teatro, quase 35 deles dedicados à Cia", escreveu o diretor.

A Cia também enfrentou, assim como praticamente todo mundo que vivia do teatro, problemas financeiros durante a pandemia. Uma vaquinha virtual chegou a ser feita para angariar fundos.

História
Tudo começou em 1987 graças aos atores Moacir Moreno e Lelo Filho. A primeira peça de teatro feita pela trupe foi “Abafabanca”, que estreou naquele mesmo ano e ficou 10 meses em cartaz.

De lá pra cá, são oito peças no repertório: a já citada "Abafabanca", A Bofetada, “Noviças Rebeldes”, “3 em 1”, “A Vaca Lelé”, “Capitães da Areia”, “Siricotico” e “Fora da Ordem”.

A Bofetada é o grande sucesso e está nos palcos há 29 anos, viajou a 54 cidades brasileiras, conta com personagens emblemáticos e direção de Fernando Guerreiro.

Teatro digital
Em julho deste ano, a sede da Cia Baiana de Patifaria, o Casarão 15, foi transformado em um teatro virtual, de onde artistas ou qualquer profissional de outro segmento poderão realizar seus projetos e transmiti-los por fibra ótica via internet para todo o mundo. O espaço, que passa a chamar Casarão 15 Digital também se tornou uma espécie de museu artístico com todo acervo de mais de 34 anos da Cia Baiana de Patifaria.

“Estamos equipados com luz e som digitais, além de telas de cinema e chroma-key. E tudo atendendo aos protocolos de segurança”, explicou Lelo Filho em entrevista ao colunista Ronaldo Jacobina, do CORREIO, na época.

A Petrobras não promoveu nenhum reajuste no preço dos combustíveis durante todo o mês de novembro. Apesar disso, a gasolina está pesando ainda mais no bolso dos consumidores baianos. Nos postos de Salvador, o litro do produto já está sendo vendida por até R$ 7,30. O motivo para esta alta, segundo os representantes do setor, é o risco de desabastecimento provocado por a Petrobras não conseguir atender todos os pedidos feitos pelas distribuidoras para o fornecimento de combustíveis.

Para lidar com o problema, de acordo com Walter Tannus, presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Estado (Sindicombustíveis), as distribuidoras estão tendo que importar gasolina mais cara e o preço é passado para os postos, que decidem se repassam ou não o valor a mais para o consumidor. “É uma decisão empresarial. Alguns seguram o preço até quando podem e outros precisam repassar”, explica.

De fato, de acordo com o aplicativo Preço da Hora, na tarde dessa terça-feira (30), ainda haviam 17 postos de combustíveis na Região Metropolitana de Salvador (RMS) vendendo gasolina pelo preço anterior ou até abaixo. A maioria, no entanto, já tinha atualizado os valores para, em média, R$ 6,93.

“As distribuidoras importam combustíveis e, segundo elas, o produto chega mais caro do que é o da Petrobras. Quando chega no final do mês, a situação se agrava, pois o estoque está baixo e eles precisam acelerar a importação. Aí o preço só aumenta”, relata Tannus.

Sadi Leite, diretor executivo do Sindicato das Distribuidoras de Combustíveis do Estado da Bahia (Sindicom), reforça essa justificativa. “A Petrobras informou para as distribuidoras que não ia conseguir ofertar a quantidade de pedidos e, realmente, o mercado tá tendo que se valer da importação. Hoje, a gasolina importada é de R$ 0,10 a R$ 0,20 mais cara, no geral”, afirma.

Somado esse custo extra com impostos que incidem sobre a importação, o preço da gasolina é ainda mais encarecido, o que justificaria o valor de R$ 7,30 no litro encontrado na segunda. A situação é tão séria que alguns representantes das distribuidoras chegaram a alertar para o perigo de acontecer desabastecimento de combustíveis.

A Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Bicombustíveis (Brasilcom) chegou a divulgar uma nota alertando do perigo.

“As reduções promovidas pela Petrobras, em alguns casos chegando a mais de 50% do volume solicitado para compra, colocam o país em situação de potencial desabastecimento, haja vista a impossibilidade de compensar essas reduções de fornecimento por meio de contratos de importação, considerando a diferença atual entre os preços do mercado internacional, que estão em patamares bem superiores aos praticados no Brasil”, disse.

Sadi Leite é mais cauteloso e afirma não haver risco de desabastecimento. “Não existe nenhuma possibilidade, em parte por causa da importação e em outra porque a Petrobras vai ter que se virar para atender, pelo menos, os clientes que tem contrato. Ela não vai deixar faltar produto”, confia.

FUP diz que quase 500 mil barris de derivado de petróleo são importados por dia para o Brasil
Deyvid Bacelar, coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), também considera que o aumento no preço dos combustíveis é por conta da busca pelo mercado internacional. “Nós temos denunciado há algum tempo esse problema, que é gerado pelo aumento na capacidade ociosa das refinarias no Brasil. Atualmente, temos uma média de 67% de utilização da nossa capacidade de produção. Se não usa o restante, cresce a dependência de importação”, diz.

Segundo Bacelar, quase 500 mil barris de derivado de petróleo são importados por dia para o Brasil, o que encarece os preços dos combustíveis em todo o território nacional, não apenas na Bahia. “Nós defendemos que as refinarias voltem a operar com quase 100% da sua capacidade, como era em 2014. O Brasil decidiu por essa política que torna a população, as distribuidoras e os postos reféns dos importadores”, aponta.

Os especialistas ouvidos pela reportagem consideram que esse problema é compartilhado com os outros combustíveis, como o diesel e o gás natural. Ambos, porém, não arriscam em dizer que a tendência de alta, por esse motivo, vai se manter em 2022.

“Vai depender muito da postura de Petrobras ou do preço internacional. É algo imprevisível. A gente espera que o peço do petróleo baixe e o dólar também”, afirma Walter Tannus.

Segundo a Petrobras, essa incapacidade de abastecimento completo não está relacionada com algum problema de produção da empresa e sim com o crescimento do pedido das distribuidoras, o que aumentou por causa da pandemia. “A gente não esperava um crescimento tão grande. Na Bahia, estamos com um volume de vendas próximo ao de 2014, quando atingimos a nossa melhor média. O diesel tem sido bem demandado por causa dos caminhões que estão rodando para todos os lados nessa retomada”, considera Leite.

Até o momento, em 2021, a Petrobras realizou 15 reajustes no preço da gasolina, sendo 11 aumentos e quatro reduções. No total, o valor do combustível vendido nas refinarias teve crescimento de 74%. Já o diesel teve 12 reajustes, sendo nove aumentos e três reduções que totalizaram um crescimento no preço de 65%. O último reajuste aconteceu no dia 26 de outubro e levou a gasolina a custa R$ 3,19 e o diesel R$ 3,34. Confira a lista de todos os reajustes feito pela empresa:

Gasolina
19 de janeiro – R$ 1,98
26 de janeiro - R$ 2,08
8 de fevereiro – R$ 2,25
18 de fevereiro – R$ 2,48
1º de março - R$ 2,60
9 de março - R$ 2,84
20 de março - R$ 2,69
25 de março - R$ 2,59
16 de abril – R$ 2,64
1º de maio – R$ 2,59
12 de junho – R$ 2,53
6 de julho – R$ 2,69
12 de agosto – R$ 2,78
8 de outubro – R$ 2,98
26 de outubro – R$ 3,19

Diesel:
26 de janeiro - R$ 2,12
8 de fevereiro – R$ 2,24
18 de fevereiro – R$ 2,58
1º de março - R$ 2,71
9 de março - R$ 2,86
25 de março - R$ 2,75
9 de abril – R$ 2,66
16 de abril – R$ 2,76
1º de maio – R$ 2,71
6 de julho – R$ 2,81
28 de setembro – R$ 3,06
26 de outubro – R$ 3,34

A Bahia possui a 2ª maior taxa de desocupação do Brasil. Ao todo, 18,7% dos baianos em idade produtiva não trabalham, apesar de buscarem um emprego. O estado fica atrás somente de Pernambuco, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta terça-feira (30). O índice baiano também é bem superior à média nacional, de 12,6%.

A baiana Juliane Sailer, 21, trabalhava em Minas Gerais quando a pandemia estourou, no início do ano passado. Com o salário reduzido por causa do home office, ela teve que retornar para a Salvador, para morar com a mãe. Em julho, a jovem perdeu o emprego, mas poucos meses depois, conseguiu outro, também no setor de vendas e online. Três meses depois foi demitida novamente e, desde então, está desempregada. “Agora tô tendo que me reinventar e resolvi trabalhar com algo que sempre quis”, afirma a jovem, que investe em seu trabalho como artista.

Juliane, no período em que procurou emprego, foi considerada uma pessoa desocupada pelo IBGE. O grupo dessas pessoas teve uma leve redução se comparado ao segundo trimestre de 2021, mas chega a 1,336 milhão de pessoas na Bahia. “A pessoa desocupada é a que tomou uma providência para procurar trabalho, até a semana anterior da pesquisa, e que, se encontrasse, poderia trabalhar. Se usa esse termo porque nem sempre quem está trabalhando está empregado”, explica Mariana Viveiros, supervisora de disseminação de informações do IBGE na Bahia.

Se antigamente uma graduação universitária ou curso técnico era passaporte para o mercado de trabalho, hoje em dia a situação parece mais complicada. Ana Paula Sobral, 46, fez curso técnico de segurança do trabalho e gestão comercial, mas nunca conseguiu emprego em nenhuma das duas áreas. Desde que era mais jovem, ela trabalhava com o pai gerindo a logística no setor de transportes. Durante a vida adulta, com duas filhas para sustentar, ela conseguiu trabalhar em duas empresas desempenhando funções parecidas com as que aprendeu com o pai.

Depois de sair do último emprego, ela, que mora em Lauro de Freitas, passou cerca de dois anos, entre 2018 e 2019, procurando emprego, mas sem sucesso: “O que eu mandei de currículo não foi brincadeira. Nesses dois anos que fiquei procurando, acho que não consegui por causa da idade. Minha filha chegou a falar um dia para eu desistir, porque nessa idade eu só conseguiria trabalho se alguém me indicasse”, relembra Ana Paula.

No ano passado, ela conta que desistiu de arranjar um trabalho: “Se já não tinha antes, na pandemia foi pior ainda”, desabafa. Nesse período, ela entrou para o grupo de desalentados, isto é, a parte da população que não trabalha e nem procura por não conseguir colocação por falta de experiência ou pela idade.

A Bahia é o estado com maior número absoluto de desalentados do país desde 2012, segundo o IBGE. No estado, atualmente, são 655 mil pessoas nessa condição. Agora, Ana Paula, por falta de opção, trabalha vendendo cosméticos na empresa do ex-marido, pai de suas duas filhas, mas sem carteira assinada.

Informalidade puxa o aumento de ocupações

De cada 10 pessoas empregadas hoje na Bahia, seis são informais. Do segundo para o terceiro trimestre de 2021, o estado registrou saldo positivo de 355 mil novos postos de trabalho, desses, 233 mil sem carteira assinada. No terceiro semestre deste ano, esse grupo chegou a 3,226 milhões de pessoas.

O aumento da informalidade no mercado de trabalho baiano, em termos absolutos, foi puxado com mais força pelos trabalhadores por conta própria sem CNPJ. O aumento foi de 83 mil pessoas entre o segundo e terceiro trimestre. Yago Castro, 29, é uma dessas pessoas. Seu primeiro emprego, há 10 anos, foi como auxiliar administrativo em uma empresa hospitalar. Lá, chegou a ganhar dois salários mínimos. Mas, há dois meses, foi demitido.

Deu entrada no seguro desemprego e, desde então, se desdobra para conseguir se sustentar. Ele, que vive na Cidade Baixa com a mãe, transformou o hobby de cuidar de plantas em empreendimento próprio e agora vende arranjos pelo Instagram.

“Mas agora eu sinto que só estou trocando dinheiro”, desabafa Yago. Ele conta que conseguiu cerca de 500 reais com o novo trabalho, mas que o roubo do cilindro do ar condicionado do seu carro também pesou no bolso. O jovem tem planos de expandir o empreendimento das plantas, que cultiva dentro da própria casa.

“A pandemia teve efeitos bem fortes no ano passado, as pessoas pararam de trabalhar. Agora a gente tem uma recuperação da ocupação, mas puxada pela informalidade, porque ainda não há um dinamismo econômico suficiente para oferecer vagas formais de trabalho”, elucida Mariana Viveiros. Ainda segundo ela, este é um movimento clássico de retomada pós crise, em qualquer lugar. Segundo o IBGE, o número de pessoas desocupadas registra queda desde o terceiro trimestre do ano passado.

A supervisora também fala sobre o cenário do mercado local, que costuma absorver mais empregados informais historicamente. “Essa realidade é observada no país inteiro, mas, alguns mercados de trabalho, como o baiano, que já têm uma informalidade elevada independentemente de pandemia, esse movimento é ainda mais forte”, exemplifica Mariana.

Poder aquisitivo diminui com a informalidade

O rendimento médio dos trabalhadores na Bahia ficou em R$ 1.538 no terceiro trimestre de 2021, este representa o mais baixo índice para o estado em nove anos de série histórica. Mariana Viveiros afirma que a queda é decorrente direto do aumento dos postos de trabalho informais: “O crescimento da informalidade ajuda a puxar o rendimento médio para baixo, porque as pessoas ganham menos”.

Keyla da Silva, de 53 anos, sente isso na pele. Ela começou a trabalhar aos 17 anos e conta que já vendeu de tudo desde então, de roupas a produtos hospitalares. Em 2017, Keyla, que é natural do estado de São Paulo, mas mora na Bahia há 20 anos, se formou em administração, mas conta que nem assim a sua situação no mercado de trabalho melhorou.

Ela conta que devido à idade, tem dificuldade de conseguir emprego no setor de vendas e que uma vez chegou a ouvir que “mulher na área comercial só é contratada até os 40 anos”. Sem emprego formal desde que a loja em que trabalhava fechou no início deste ano, Keyla diz que nunca parou de mandar currículo.

Atualmente, ela atua vendendo produtos alimentícios, como camponatas, mas que não é suficiente para sustentá-la. Seu marido, que chegou a ser supervisor de vendas de multinacionais, também perdeu o emprego e hoje é motorista de uber. Os dois moram em Lauro de Freitas.

“Tivemos uma perda de poder aquisitivo enorme. A nossa sorte hoje é que temos casa própria e não precisamos pagar aluguel”, desabafa. Keyla revela que pensa em conseguir um empréstimo e abrir seu próprio negócio, mas que não se sente segura, devido à crise econômica. “Eu e meu marido brincamos que vendemos tudo, só falta vender caixão”, descontrai.

Uma investigação policial descobriu que a prefeitura de Serrinha, no nordeste do estado, pagou R$ 52.500 por monitores paramétricos de sinais vitais que custavam R$ 12 mil. O superfaturamento foi de 446,27%. Além dos monitores, houve sobrepreço de 118% na compra de máscara, e existe a suspeita de que mais dois produtos tiveram os preços alterados. Nessa terça-feira (30), a polícia cumpriu 12 mandados de busca e apreensão na cidade. As acusações são de fraude e corrupção. A Prefeitura ainda não se pronunciou.

A investigação da Polícia Federal começou depois que uma auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) identificou indícios de fraude na contratação da empresa que forneceria os equipamentos. O superintendente da CGU na Bahia, Ronaldo Machado, contou que a Prefeitura contratou uma empresa de Manaus (AM), três vezes, em um período de dois meses e sem licitação. Cada um dos processos durou menos de três dias úteis para ser concluído. A empresa está sem atividades e era de fachada.

“A auditoria fez parte do trabalho de monitoramento dos recursos destinados ao enfrentamento da pandemia na Bahia. Chamou a atenção também o fato de ser uma empresa que não tinha histórico de vendas para os municípios da Bahia. Ela é generalista, com atividades econômicas registradas que vão desde a venda de cosméticos até a venda de peças para veículos e prestação de serviços para hospitais”, contou.

A escolha de uma unidade distante também levantou suspeitas. A investigação, iniciada em novembro de 2020, revelou que a empresa não tem sede física e que o proprietário já foi preso no estado do Amazonas por suspeita de envolvimento em crimes de desvio de recursos públicos. “Tudo isso chamou a atenção durante as análises. Não havia justificativa para ter sido escolhida uma empresa com esse histórico e essas características”, afirmou.

Sobrepreço
A compra de quatro produtos está sob investigação. Os monitores paramétricos de sinais vitais e as máscaras foram adquiridos por valores acima do normal, mesmo para o período em que foram comprados, entre março e abril de 2020. O prejuízo foi de R$ 300 mil. Já as bombas de infusão e os ventiladores pulmonares não tiveram as marcas, as especificações, o estado de conservação e nem a quantidade de equipamentos descritos nos documentos, nem mesmo na nota fiscal. Eles custaram R$ 724 mil.

Segundo a polícia, a Prefeitura também não conseguiu fornecer essas informações e, por isso, existe a suspeita de que os aparelhos sequer foram entregues. A delegada da Polícia Federal responsável pela investigação, Juliana Dourado, contou que foram cumpridos mandados de busca e apreensão em prédios públicos, como a sede da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Saúde de Serrinha, e em endereços privados em Serrinha (oito mandados), Manaus/ AM (três) e Araranguá/SC (um).

“Os procedimentos de licitação foram de extrema fragilidade, inclusive com uso de documentos falsos. São procedimentos que aparentam ser montados, em um possível conluio com a Secretaria de Saúde do Município de Serrinha e com servidores e agentes políticos. Foram cumpridos mandados de busca nas residências daqueles que estão formalmente vinculados a empresa e de outros participantes do esquema”, contou.

A investigação descobriu também que as supostas empresas que teriam participado da seleção, todas de fora da Bahia, foram usadas de forma indevida. A apuração está em andamento, e a polícia não descarta a participação de outras pessoas no crime. Nesta terça-feira (30), foram apreendidos documentos, computadores e celulares. “Vamos nos empenhar na análise de toda essa documentação e junto com outras medidas cautelares que já estão em andamento esperamos desdobrar esse caso o quanto antes”, disse.

Uma parte dos mandados foi expedida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região e outra parte pelo Juízo da 3ª Vara Criminal Federal de Feira de Santana. Os suspeitos vão responder pelos crimes de fraude a licitações e sobrepreço/ superfaturamento, crime de responsabilidade de prefeito e por corrupção passiva e ativa.

Procurada, a Prefeitura de Serrinha não se manifestou.

Outras investigações
Desde que a pandemia começou, as notícias sobre fraudes e golpes envolvendo essa tragédia humanitária se tornaram frequentes na Bahia. Na semana passada, a Operação Parcela Baiana cumpriu mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo bancário e de sequestros de bens em Salvador e Coração de Maria. O objetivo foi combater fraudes no auxílio emergencial.

Outra operação desse tipo foi deflagrada, em junho, para o cumprimento de 35 mandados no Brasil, seis deles na Bahia. Em agosto, a PF revelou que a Prefeitura de Ilhéus pagou R$ 500 mil para uma empresa de recreação gerir uma unidade covid, sem licitação e nem contrato, em uma espécie de acordo ‘de boca’. Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão. A Prefeitura negou as irregularidades.

Em julho, a PF e a CGU iniciaram uma investigação para apurar uma denúncia de sobrepreço na compra de produtos como máscaras, testes rápidos e luvas pela Prefeitura de Juazeiro. Em um exemplo, testes rápidos que foram adquiridos por R$ 115 a unidade em municípios vizinhos, custaram R$ 180 em Juazeiro. O prejuízo estava orçado em R$ 1,3 milhão. Na época, a Prefeitura informou que a investigação estava relacionada a questões da gestão anterior.

Essa foi a segunda vez esse ano em que a cidade de Serrinha foi alvo da Polícia Federal. Em maio, uma operação nacional cumpriu mandados judiciais em cinco estados. Na Bahia, os agentes estiveram em um condomínio no bairro de Patamares, em Salvador, e em Serrinha. O objetivo foi combater crimes de peculato, corrupção passiva e ativa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, dentre outros.

"É fake news". O vice-governador João Leão, secretário do Planejamento e presidente do Progressistas na Bahia, nega ter feito qualquer tipo de acordo com o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, atual secretário Geral do União Brasil, para compor a chapa do ex-democrata na vaga ao Senado Federal em 2022. 
 
Leão destacou ainda que segue trabalhando pela Bahia e em diálogo constante e responsável com o governador Rui Costa e os senadores Otto Alencar e Jaques Wagner para preservar a base aliada. "Temos transformado a Bahia juntos e, independentemente de quem, lá na frente, for ser o candidato à sucessão, queremos manter o time unido e trabalhando em prol da vida dos baianos e baianas. ", afirmou.
 
“Reafirmo que sou pré-candidato a governador, mas dentro da base. Contudo, todo apoio é importante. Se Neto quiser nos apoiar, conversamos”, disse Leão. 

O decreto que torna obrigatória apresentação de documento de vacinação contra covid-19 para usar transporte rodoviário intermunicipal foi publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (25). A medida valerá a partir de 10 de dezembro, tanto para transporte público quanto privado.

De acordo com o decreto 20.897, “a utilização dos serviços de transporte coletivo rodoviário intermunicipal de passageiros, público e privado, nas modalidades regular, fretamento, complementar, alternativo e de vans, a partir de 10 de dezembro de 2021, fica condicionada à apresentação do documento de vacinação fornecido no momento da imunização ou do Certificado Covid obtido através do aplicativo Conect SUS do Ministério da Saúde”.

O passageiro adulto vai precisar comprovar que já recebeu as duas doses da vacina, ou dose única, no caso da Janssen. No caso de adolescentes, precisará mostrar que tomou uma dose, respeitando o prazo de agendamento para a segunda. A terceira dose será exigida conforme o público seja alcançado na campanha.

O cumprimento do decreto será fiscalizado pela Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba).

Nesta semana, o governo baiano já havia determinado, também via decreto, que a partir de 1º de dezembro será preciso comprovar vacinação completa para poder ter atendimento presencial em serviços públicos, como Detran, e também visitação em hospitais públicos e penitenciárias.

A Polícia Federal deflagrou uma operação para combater fraudes no auxílio emergencial na Bahia, nesta quinta-feira (25). A Operação Parcela Baiana tem como origem três inquéritos policiais diferentes.

A operação acontece em Salvador e em Coração de Maria. São três mandados de busca, quatro mandados de afastamento de sigilo bancário e quatro mandados de sequestros de bens, que totalizam R$ 200 mil bloqueados por determinação judicial.

De acordo com a PF, no aplicativo “Caixa Tem” da Caixa Econômica Federal, aproximadamente 90 contas do Auxílio Emergencial foram fraudadas, sendo transferidos imediatamente os valores depositados para contas vinculadas aos fraudadores e também para pagamentos de boletos bancários emitidos pelos próprios suspeitos, resultando num prejuízo superior a R$ 90 mil.

No entanto, a fraude pode ser ainda maior, visto que o prazo de análise é curto e correspondem apenas às fraudes contestadas pelas vítimas. Os autores das fraudes responderão pelos crimes de furto qualificado mediante fraude (art. 155, § 4º, II, Código Penal), com pena de 2 a 8 anos de reclusão.

Uma nova variante do coronavírus descoberta na África do Sul acendeu o alerta em cientistas devido ao seu alto número de mutações, que podem levar a novas ondas de covid-19. Já foram confirmados 10 casos em três países (Botsuana, África do Sul e Hong Kong) por sequenciamento genético.

A variante B.1.1.529 tem 32 mutações na proteína spike, a parte do vírus que a maioria das vacinas usa para preparar o sistema imunológico contra a covid-19. As mutações na proteína spike podem afetar a capacidade do vírus de infectar células e se espalhar, mas também dificultar o ataque das células do sistema imunológico sobre o patógeno.

O virologista do Imperial College London Tom Peacock defendeu que “deve ser muito, muito, monitorado devido a esse perfil horrível de picos”, acrescentando que pode acabar por ser um “aglomerado estranho” que não é muito transmissível. “Espero que seja esse o caso”.

A médica Meera Chand, microbiologista e diretora da UK Health Security Agency, afirmou que, em parceria com órgãos científicos de todo o mundo, a agência monitora constantemente a situação das variantes de SARS-Cov-2 em nível mundial, à medida que vão surgindo e se desenvolvem.

“Como é da natureza do vírus sofrer mutações frequentes e aleatórias, não é incomum que surjam pequenos números de casos apresentando novas mutações. Quaisquer variantes que apresentem evidências de propagação são avaliadas rapidamente”, acrescentou ao The Guardian.

Os cientistas observam a nova variante, em busca de qualquer sinal de que esteja a ganhar força e acabe por se espalhar amplamente. Alguns virologistas da África do Sul já estão preocupados, especialmente devido ao recente aumento de casos em Gauteng, uma área urbana que inclui Pretória e Joanesburgo, onde já foram detectados casos com a variante B.1.1.529.

Ravi Gupta, professor microbiologista da Universidade de Cambridge, afirmou que o seu trabalho em laboratório revelou duas mutações na B.1.1.529 que aumentam a infecção e reduzem o reconhecimento de anticorpos. “Parece certamente uma preocupação significativa com base nas mutações presentes”, disse.

“Contudo, uma prioridade chave do vírus desconhecida é a infecciosidade, pois é isso que parece ter impulsionado principalmente a variante Delta. A fuga imune é apenas uma parte da imagem do que pode acontecer”, acrescentou Gupta.

Já o professor François Balloux, diretor do Instituto de Genética do University College London, considera que o grande número de mutações na variante, aparentemente acumuladas num “único surto”, sugere que pode ter evoluído durante uma infecção crônica em uma pessoa com o sistema imunológico enfraquecido, possivelmente um doente com aids não tratada.

“É difícil prever o quão transmissível pode ser nesta fase. Por enquanto, deve ser acompanhado de perto e analisado, mas não há razão para demasiada preocupação, a menos que comece a subir de frequência num futuro próximo”, afirmou Balloux.

A expectativa de vida no Brasil subiu para 76,8 anos em 2020, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados foram publicados hoje (25) no Diário Oficial da União.

Para os nascidos em 2019, a expectativa era viver, em média, até 76,6 anos. Em cinco anos, a expectativa de vida subiu 1,3 ano, enquanto em dez anos houve um crescimento de 3,3 anos.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no entanto, a idade foi estimada caso o país não tivesse passado pela pandemia de covid-19. Portanto, o IBGE não considera a crise de mortalidade provocada pela doença naquele ano.

De acordo com o IBGE, sem considerar os efeitos da covid-19, a expectativa de vida para os homens era de 73,3 anos em 2020. Já para as mulheres, a esperança de vida era de 80,3 anos, no ano.

O IBGE explicou que uma análise do aumento de óbitos acarretado pela pandemia para o Brasil e cada unidade da federação foi feita na publicação das Estatísticas do Registro Civil, na semana passada.

A expectativa de vida é parte da pesquisa chamada Tábuas de Mortalidade, que são calculadas a partir de projeções populacionais, baseadas nos dados dos censos demográficos.

“Após a divulgação dos resultados de cada Censo Demográfico, o IBGE elabora novas tábuas de mortalidade projetadas. As últimas tábuas foram construídas e projetadas a partir dos dados de 2010, ano de realização da última operação censitária no Brasil. Da mesma forma, um novo conjunto de tábuas de mortalidade será elaborado após a publicação dos resultados do Censo 2022, quando o IBGE terá uma estimativa mais precisa da população exposta ao risco de falecer e dos óbitos observados na última década”, informa nota do IBGE.

“Depositei na urna, nesta quarta-feira (24), junto com o meu voto, a esperança de que meus colegas advogados escolham com a consciência da importância da OAB/BA para suas vidas. Que busquem avaliar se a nossa instituição está realmente lhes representando, neste momento em que a maioria passa por grandes dificuldades para exercer a sua profissão, enquanto a Ordem permanece omissa, muda diante da situação”, afirmou o candidato Dinailton Oliveira, após votar, na seção nº 4, às 10h, nas eleições para renovação da diretoria, no Centro de Convenções de Salvador, na Praia de Armação.

Dinailton questionou se os advogados estão satisfeitos “com esse Poder Judiciário desestruturado, que não permite uma prestação jurisdicional decente e o respeito às prerrogativas”, e criticou a falta de ação do grupo, “esse feudozinho”, que está na direção da OAB há 9 anos “sem nada fazer pela categoria. Deixaram os colegas, especialmente a advocacia jovem, órfãos, desde antes da pandemia. A Ordem só tem servido para arrecadação da anuidade”.

Segundo Dinailton, uma das coisas que mais o entristeceu neste momento de pandemia, foi saber que centenas de colegas tiveram que assinar um atestado de pobreza para receber uma cesta básica no valor R$ de 70. “A que ponto chegamos. Uma situação que se contrapõe com as campanhas milionárias realizadas pelas candidatas situacionistas, com comitês luxuosos e festas para tentar obter votos dos mais desavisados, numa demonstração inequívoca do abuso de poder político e econômico”.

O candidato disse que está com a consciência tranquila quanto a “abrir os olhos dos advogados” sobre o caos vivenciado pela advocacia baiana, constatado, inclusive, quando percorreu “os quatro cantos do estado, conversando com cada um dos meus colegas. Fiz uma campanha de abnegados, simples e modesta, gastando do meu próprio bolso porque, o meu propósito foi sempre o de lutar pela categoria. Por isso, não fugi ao enfrentando ao Poder Judiciário quando estive presidente da OAB no período de 2004 a 2006. “Fiz e continuarei a fazer, se assim meus colegas o desejarem".

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