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Terça-feira, 20 de Abril 2021
11:30:31pm
Band encaminha acordo com F1 após nova desistência da Globo

Band encaminha acordo com F1 após nova desistência da Globo

Após a Globo anunciar que não houve acordo para renovar seu contrato de transmissão com a F1, a Band está próxima de assumir a exibição das corridas a partir deste ano.

O vínculo entre a emissora paulistana e Liberty Media/FOM (braços comerciais da categoria), próximo de ser fechado, deverá ter validade por dois anos. O colunista Flávio Ricco e alguns sites, como Grande Prêmio e Máquina do Esporte, já dão o acordo como certo.

“A Band afirma que, a exemplo de outras emissoras, também está mantendo contato com a Fórmula 1, mas não há nenhum contrato assinado por enquanto. As negociações estão acontecendo", disse a empresa em nota à imprensa.

A atual temporada está prevista para começar no dia 28 de março, com o GP do Bahrein, e vai até o dia 12 de dezembro, em Abu Dhabi. Ao todo, serão 23 provas neste ano, uma delas em São Paulo, em novembro.

A Globo, que transmitia a F1 desde 1972, confirma que não obteve acordo para renovação do vínculo. “A Globo manteve negociações constantes com a FOM/Liberty Media sobre a renovação dos direitos da Fórmula 1, sempre considerando a nova realidade mundial dos direitos esportivos. Infelizmente não houve acordo”, afirmou em nota.

A emissora carioca buscava uma composição desde o fim de 2019 para o acordo que vigorou de 2015 a 2020. Em agosto do ano passado, avisou as suas anunciantes (Santander, Itaipava, Nivea, Renault e Tim) que não conseguiu chegar a um acerto para a renovação do vínculo. As cotas de publicidade chegavam a R$ 500 milhões anuais.

Em novembro, porém, a Globo emitiu um novo comunicado, informando que havia retomado as conversas com a FOM/Liberty Media sobre os direitos.

No dia seguinte, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou a renovação do acordo com a F1 para realizar o GP em Interlagos pelos próximos cinco anos. O contrato tem validade de 2021 a 2025.

A emissora paulistana transmitiu a categoria pela última vez em 1980. Foi a primeira temporada completa exibida no país, e na ocasião Nelson Piquet ficou perto do título. A Globo retomou as transmissões a partir de 1981 e pôde assim exibir a primeira conquista de Piquet.

No fim do ano passado, a Band assumiu as transmissões da Stock Car, que também tinha contrato com a Globo, e anunciou a chegada de Reginaldo Leme, comentarista histórico da concorrente por quatro décadas, até o fim de 2019.

Procurada nesta sexta-feira (5), a FOM não se manifestou até a publicação deste texto.

As informações são da Folha de S. Paulo.

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    Após meses de especulação, os organizadores decidiram em março que apenas os torcedores japoneses ou estrangeiros que moram no país terão permissão para assistir in loco aos eventos olímpicos na tentativa de controlar o novo coronavírus. Ainda não está definida a quantidade de torcedores que poderão acompanhar cada competição. Não é intenção das autoridades ter ginásios lotados. A cerimônia de abertura será no dia 23 de julho.

    O governo japonês esperava atrair milhares de turistas durante os Jogos. Mas as autoridades concluíram que receber torcedores do exterior não seria possível, principalmente depois da detecção de variantes mais contagiosas do vírus em muitos países, entre eles o Brasil. Esta é a primeira edição dos Jogos em que é proibida a entrada de visitantes estrangeiros.

    Os organizadores terão de reembolsar cerca de 600 mil ingressos vendidos ao público do exterior. Pesquisas apontam que boa parte dos japoneses se opõe à realização dos Jogos neste ano. O temor é de que a Olimpíada possa provocar um agravamento da pandemia. A aceitação ao evento melhorou um pouco depois que foi vetada a entrada de estrangeiros.

    Ainda não foi anunciada qual medida será tomada em relação aos familiares dos atletas não japoneses. A tendência, no entanto, é de que eles sejam classificados como torcedores de outros países e, assim, também sejam proibidos de entrar no Japão durante os Jogos.

    O COI (Comitê Olímpico Internacional) também decidiu cortar drasticamente o número de credenciais para as comitivas de autoridades convidadas. Assim, as delegações terão de ser enxutas, com menos assessores do que o habitual.

    O presidente Jair Bolsonaro foi convidado para participar da cerimônia de abertura, mas, por causa da pandemia, não se sabe ainda se ele estará no Japão em julho.

    A questão da vacinação contra a covid-19 é outro ponto que tem gerado controvérsia. O COI está pedindo aos atletas que tomem a vacina contra a covid-19, se possível. Mas os imunizantes não são um requisito para participar da Olimpíada.

    Alguns países, como Israel, já admitiram que vão mandar competidores vacinados. Com o andamento da vacinação em muitos países, há a possibilidade de delegações inteiras serem vacinadas até a viagem. Os EUA, por exemplo, estão muito adiantados nesse processo. Mesmo os atletas vacinados terão de seguir os protocolos dos demais competidores durante a estadia em Tóquio.

    O Japão começou a dar suas primeiras vacinas contra a covid-19 em fevereiro. As autoridades sanitárias reconhecem que, até a Olimpíada, grande parte da população local ainda não estará imunizada.

    O Comitê Olímpico Norte-Coreano, por exemplo, informou que não participará dos Jogos de Tóquio. A Coreia do Norte é o primeiro país a anunciar que não enviará atletas ao Japão por causa da pandemia.

    No mês passado, o Comitê Olímpico Chinês se ofereceu para colocar à disposição vacinas para todos os atletas que forem a Tóquio, e o COI se comprometeu a cobrir os custos. O COI, inclusive, vai pagar por duas doses extras da vacina que poderão ser dadas para a população de cada país, de acordo com suas necessidades.

    O COB (Comitê Olímpico do Brasil) admitiu surpresa com o anúncio do COI e garante que sua intenção é respeitar o plano nacional de vacinação no País. O governo do Japão já anunciou que não participará do programa de vacinação patrocinado pelo COI.

    Além da pandemia, outro desafio do comitê organizador é usar os Jogos para aumentar a representação feminina na sociedade japonesa. O ex-presidente do órgão Yoshiro Mori renunciou ao cargo em fevereiro após dizer que as mulheres falam demais nas reuniões. A nova presidente, Seiko Hashimoto, assumiu com a meta de aumentar a igualdade de gênero na diretoria executiva e usar o órgão como exemplo nacional.

    "O mundo está assistindo e o comitê tem de agir rapidamente em relação à igualdade de gênero, diversidade e inclusão, para que isso leve a uma reforma governamental e social. Vejo como uma oportunidade de mudar o preconceito inconsciente e mudar a mentalidade de toda a nação", disse Seiko Hashimoto.

    Vagas

    O adiamento levantou vários pontos de interrogação com relação à classificação dos atletas. A Olimpíada vai reunir mais de 11 mil competidores de mais de 200 países. O COB estima que a delegação brasileira deverá ter entre 270 e 300 atletas. No momento, o Brasil tem 200 vagas garantidas. Para efeito de comparação, cerca de 600 atletas dos EUA, a maior potência olímpica do planeta, devem se classificar para os Jogos.

    Muitas seletivas foram adiadas ou canceladas em meio à pandemia. A classificação de vários atletas permanece indefinida depois que a Federação Internacional de Natação anunciou a suspensão da Copa do Mundo - Pré-Olímpico de Saltos Ornamentais, o Pré-Olímpico de Nado Artístico e a seletiva de maratona aquática Todos os eventos seriam realizados no Japão e tiveram de ser adiados.

    Eventos-teste dos Jogos também têm sido cancelados. Uma competição de polo aquático, por exemplo, não foi realizada porque árbitros não foram autorizados a entrar no Japão.

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    A Copa do Nordeste contará com a utilização do VAR, o árbitro de vídeo, durante toda a fase mata-mata da competição. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (12), pelo perfil oficial do torneio nas redes sociais, após reunião dos clubes com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

    Desta forma, o recurso será válido para as quartas de final e semis, ambas em confronto único, e para a final, prevista para ocorrer em dois jogos.

    A fase de grupos do Nordestão não teve VAR, por conta do alto custo do equipamento. Na temporada passada, o árbitro de vídeo foi utilizado apenas nos dois jogos da final, entre Bahia e Ceará.

    Os duelos das quartas de final serão em jogo único, com decisão nos pênaltis em caso de empate. O Bahia pegará o CRB no sábado (17), às 16h, em Pituaçu, enquanto o Vitória enfrentará o Altos no mesmo dia, às 18h30, no Barradão.

    Já o Fortaleza vai encarar o CSA no Castelão às 16h de sábado (17), enquanto o Ceará medirá forças, no mesmo estádio, o Sampaio Corrêa no domingo (18), às 16h.

    As semis, que também são disputadas em jogo único, estão marcadas para o dia 24. Já as finais, que terão duas partidas, acontecerão no dias 1º e 8 de maio.

  • Orçamento: Bahia prevê queda de R$ 63 mi em caso de rebaixamento

    A diretoria do Bahia apresentou, durante reunião do Conselho Deliberativo, na noite da última segunda-feira (15), a previsão orçamentária para a temporada 2021. Como faltam duas partidas para o fim do Campeonato Brasileiro e o clube ainda não tem definida qual divisão vai disputar, duas propostas foram divulgadas.

    No primeiro cenário, que prevê a continuidade do tricolor na Série A do Campeonato Brasileiro, a previsão é de uma arrecadação de R$ 171 milhões. O valor é composto por R$ 149 milhões de arrecadação em 2021 mais R$ 22 milhões provenientes da temporada 2020.


    Já no segundo cenário, que envolve um possível rebaixamento para a Série B, a previsão do Bahia é de arrecadar R$ 108 milhões. Nesse caso, o número seria composto por R$ 93 milhões de receitas arrecadas na temporada 2021 e mais R$ 15 milhões remanescente de 2020.

    Permanecendo na Série A, a expectativa do Bahia é de arrecadar R$ 171 milhões em 2021
    No caso de um rebaixamento, a queda financeira do tricolor seria de aproximadamente R$ 63 milhões. Nos dois casos, o orçamento apresentado é menor do que o estipulado para a temporada passada, quando o Bahia projetou arrecadar R$ 179 milhões, um recorde na história do clube.

    Por conta da pandemia do novo coronavírus, o tricolor acabou tendo prejuízo e a meta para 2020 não foi batida. Até dezembro, o Esquadrão arrecadou cerca de R$ 137 milhões, R$ 42 milhões a menos do que foi projetado.


    Já em caso de queda à Série B, a receita bruta prevista é de R$ 108 milhões na próxima temporada
    Composição
    Para chegar aos números apresentados, o Bahia destrinchou as receitas que pode somar na próxima temporada. O grande impacto está nos direitos de transmissão de TV.

    Permanecendo na Série A, o tricolor projeta arrecadar cerca de R$ 55 milhões apenas com transmissão do Campeonato Brasileiro. Na Série B, a cifra cairia para aproximadamente 7 milhões. Uma queda de 87%.

    Nos dois casos, a conta ainda inclui R$ 25 milhões em venda de atletas, além de receitas com plano de sócios, Loja Esquadrão, avanços em competições como a Copa do Nordeste e Copa do Brasil, e outros.


    Bahia terá impacto com direitos de TV em caso de queda; clube projeta arrecadar R$ 25 milhões em venda de atletas
    Independentemente da divisão que vai disputar em 2021, o orçamento tricolor prevê alcançar pelo menos a fase semifinal da Copa do Nordeste, e a terceira fase da Copa do Brasil. O documento não leva em consideração o Campeonato Baiano. O Tricolor não entrou em acordo com a TVE, emissora que vai transmitir o estadual, e por isso não soma os R$ 850 que teria direito.

    Aliás, o Sócio Digital também é uma aposta da diretoria para 2021. Em 2020, o clube arrecadou quase R$ 300 mil com a plataforma, que teve boom em setembro, quando foi lançada. A previsão é mais que dobrar a meta e encerrar o ano com faturamento de R$ 720 mil. Atualmente, o clube conta com 6.424 assinaturas ativas.


    Bahia pretende alavancar plataforma Sócio Digital e arrecadar R$ 720 mil no setor
    Ainda sobre os sócios, a previsão é de queda no programa. Ficando na primeira divisão, o Bahia estima conseguir arrecadar cerca de R$ 25 milhões, R$ 4 milhões a menos do que conseguiu em 2020. Já se disputar a segunda divisão, o valor previsto é de R$ 20 milhões.

    Vale lembrar que o programa de sócios foi um dos mais afetados no clube por conta da pandemia do coronavírus. Depois de iniciar 2020 com cerca de 45 mil associados, o Bahia encerrou a temporada com aproximadamente 30 mil. Desses, cerca de 22 mil estão adimplentes.

    Em todos os cenários, Bahia prevê queda na arrecadação com o plano de sócios
    Além de orçar possíveis receitas, a diretoria também fez a previsão das despesas. Permanecendo na Série A, o clube prevê aumento no gasto com salários, que saltaria de R$ 73 milhões em 2020 para R$ 79 milhões em 2021. No entanto, o pagamento de direitos de imagem seria menor na comparação com o último ano: R$ 17 milhões em 2020 e R$ 16 milhões em 2021.

    No cenário que leva em consideração a queda para a Série B, as despesas com salários cairiam para R$ 48 milhões, enquanto outros R$ 5 milhões seriam destinados para o pagamento de direitos de imagem.

    O documento apresentado pelo Bahia alerta também para a necessidade de antecipação de receitas, empréstimos ou venda de ativos para cobrir défict estimado. Na previsão do orçamento, o clube não conta com a venda do Fazendão, por ser considerada uma 'receita extraordinária'. No entanto, o presidente Guilherme Bellintani afirmou que já tem uma proposta de compra do equipamento e vai apresentar ao Conselho Deliberativo.

    Após apresentada ao Conselho, a proposta orçamentária para 2021 precisa ser aprovada em Assembleia.

     

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