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Brasileiro deve economizar mais neste Natal; confira dicas

Brasileiro deve economizar mais neste Natal; confira dicas

Época de confraternizar e celebrar com os amigos e a família, o fim de ano é também um momento de sair às compras para grande parte dos brasileiros. No entanto, se as festas do período são conhecidas pela fartura, a situação econômica atual do país pode acabar limitando o orçamento da população, especialmente no Natal.

Segundo dados da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), o percentual de famílias brasileiras com dívidas (em atraso ou não) alcançou 74,6% em outubro deste ano. O número foi o maior já registrado pelo estudo, que começou em janeiro de 2010. Antes de julho deste ano, a parcela nunca havia chegado a mais de 70%. A maioria das dívidas (84,9%) envolve cartão de crédito.

A situação é confirmada pelo levantamento do Reclame Aqui, realizado no início do mês, sobre as compras de Natal deste ano. Às vésperas da festa, 74,9% das pessoas disseram que não vão presentear pessoas queridas, conforme a pesquisa. O principal motivo é a falta de dinheiro para comprar presentes, apontada por 32,8% dos que não vão comprar. As demais justificativas são a falta de vontade de presentear (23,6%), a sensação de que tudo está caro (18,2%) e o fato de estar endividado (16,4%).

A técnica em Segurança do Trabalho Amanda Fernandes, de 27 anos, é uma das pessoas que pretendem economizar. Ela diz que os preços estão "altíssimos'' e que o custo de vida está incompatível com o salário que recebe.

“Vou economizar para evitar dívidas porque está difícil guardar dinheiro. O investimento no momento é em algo que nos dê mais dinheiro”, ressalta ela, que pretende economizar também durante a comemoração do Réveillon.

Para Amanda, no entanto, diminuir os gastos não significa deixar de agradar os mais chegados. A alternativa é investir nas famosas “lembrancinhas”, itens mais baratos, mas que demonstram o afeto da mesma maneira.

“Vou evitar comprar presentes caros e dar lembrancinhas para a família, para não passar em branco. Apesar de o dinheiro estar difícil, devemos valorizar nossa família principalmente nesses tempos de perdas devido à covid-19. Se não pode dar um kit de perfume, podemos dar uma barra de chocolate, um cartão de Natal, uma lembrancinha de R$ 1,99. O que vale é o carinho”, diz.

Segundo o professor, mentor e consultor empresarial na área de bolsa de valores Lucas Rios Freire, a renda familiar está diretamente ligada ao crescimento do país, revelado pelo Produto Interno Bruto (PIB). “Se o país cresce pouco ou se há, por outro lado, uma contração econômica, há uma direta tendência de empobrecimento das famílias, ligadas ao desemprego e à perda de renda familiar”, explica.

A pandemia e suas consequências, como o desemprego e o enfraquecimento do comércio, da indústria e da economia, são apontadas por Lucas como as causas do endividamento familiar visto nas pesquisas. Porém, ele também chama a atenção para outro fator: a falta de perícia em educação financeira.

“Conviver com dívidas sempre foi um desafio da família brasileira. Sim, porque na escola primária, a criança não é instruída em como organizar o orçamento familiar. A dívida não é um privilégio das famílias menos favorecidas economicamente, mas de toda a sociedade de modo geral e, principalmente, do próprio Estado Brasileiro”, explica.

“Não se deve esquecer que a fatura sempre chegará para ser adimplida. Compre somente o essencial. Não se iluda com descontos irrisórios e parcelas que irão se atrelar ao orçamento doméstico por 10, 12 meses. O espírito natalino não deve ser associado a um cenário de compras demasiadas e desnecessárias. Lembre-se sempre de realizar um planejamento doméstico financeiro de sorte para não fugir do orçamento realizado”, aconselha ele.

“Por fim, seria de bom-tom que as famílias tenham uma reserva financeira, em conta poupança, que cubra de seis a 12 meses de gastos rotineiros. Isto irá fazer com que a sombra do endividamento não persiga aquele núcleo familiar”, completa.

Ceia mais barata

Não dá para falar em festas de fim de ano sem citar as famosas ceias. Seja no Natal ou no Ano Novo, o brasileiro gosta de comemorar o momento com um cardápio repleto de delícias tradicionais da época. O grande empecilho deste ano é a alta nos preços dos alimentos.

Um levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) apontou um aumento de 6% no preço da cesta de Natal, que era cerca de R$ 309 em 2020 e, neste ano, passou para uma média de R$ 328. Alguns itens típicos tiveram alta de pelo menos 25%, como o panetone com frutas cristalizadas. Peru, chester, bacalhau, champanhe e bombons também estão mais caros.

Luciano Almeida, CEO da Foodtech Restin, uma plataforma on-line do setor alimentício, ensina como economizar com a comida. “É possível fazer uma ceia caprichada pensando de forma consciente naquilo que estará à mesa. Se o peru está caro, opte pelo frango e capriche nos temperos, recheio e acompanhamentos”, orienta.

A substituição e o planejamento das compras foram as principais táticas encontradas pela autônoma Arielle Moreira, 37, para garantir o cardápio natalino sem gastar muito. “Assim como em 2020, aqui em casa, vou substituir o peru por um frango mais elaborado. Como vou fazer uma pequena reunião familiar, também ficou combinado que cada parente deve levar um prato de comida”, conta ela.

Outras dicas dadas por Luciano é comprar produtos próximos ao vencimento, que costumam ser vendidos até pela metade do preço, não ter medo dos alimentos de “fim de feira” devido à aparência, fazer uma ceia consciente, sem extravagâncias, e congelar as sobras. “Assim, dá para preservar o sabor e usar em novas receitas para o dia seguinte. As frutas da decoração da mesa também podem ser congeladas e, no momento oportuno, transformadas em sucos, que vão super bem no calor”, ensina.

“Use o que sobrou e capriche no arroz carreteiro, um prato brasileiro da região Sul apreciado por muita gente. Baião de dois também vai super bem com as sobras de carnes. Frango, chester e peito de peru viram coxinhas muito apetitosas para aquele lanche da tarde. As aves também podem dar vida a escondidinhos e panquecas”, finaliza.

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    Reportagem originalmente publicada no JC Online

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